Quarta-Feira Fotos. Coroa de Mosquitos.

Abril 9, 2014
Filipe Carvalho, às cegas, procura o micro-hueco perdido no meio dos aplates...Coroa de Mosquitos, Adaúfe, Serra da Freita. Foto: Sérgio Martins.

Filipe Carvalho, às cegas, procura o micro-hueco perdido no meio dos aplates…Coroa de Mosquitos, Adaúfe, Serra da Freita. Foto: Sérgio Martins.


A Arte do Bloco, Segundo John Gill.

Abril 1, 2014

A arte do Bouldering

 

Já aqui falamos muitas vezes sobre John Gill, quer pela sua importância na fundação da prática do bloco como a conhecemos hoje, quer pelas suas geriáticas aparições, em provecta idade, a fazer números de ginástica em parques infantis. Performances de fazer corar muitos dos seus mais novos seguidores.

Pesquisando sobre a história do Bloco “tropecei” neste artigo seminal de John Gill publicado em 1969 no America Alpine Jornal, este artigo, ou ensaio talvez, marcará o advento do Bloco moderno ao encorajar o seu reconhecimento como forma autêntica de escalada. Foi à 45 anos e se hoje a prática do bloco é aceite como autónoma do resto das actividades escalatórias muito se deveu a John Gill, um autentico visionário.

Devido à importância da peça e à escassa informação sobre bloco e escalada existente em português ensaiei aqui uma tradução da mesma, um pouco como exercício para me ajudar à compreensão do mesmo. Como é óbvio não sou tradutor, tentei escrever o melhor possível adaptando para português e principalmente tentando usar termos de escalada que sejam comuns aos escaladores portugueses. O texto, pelos standards actuais, não é muito fácil nem directo e tem algumas interessantes subtilezas, mordazes em algumas circunstancias, que se por um lado lhe conferem um carácter quase anacrónico por outro revelam uma mente também ela bem trabalhada e com profundidade, uma mente que acompanha as conhecidas performances do corpo a que pertence. Uma lufada de ar fresco que nos chega do passado, para nos fazer repensar um pouco a nossa actividade.

O texto é surpreendente, a todos os níveis, imaginem um mundo onde o grau máximo seria à volta de 6a, e alguém pensar desta forma. Agora reparem como os escaladores de competição estão a treinar hoje em dia, parece moderno não é? E até inovador. Mas comparem com o que escreveu JGill… Ter razão antes do tempo é uma característica dos visionários, claros que as suas ideias ao nível da sobreposição da forma sobre o resultado não singraram, ou sobre as graduações, mas não quer isso dizer que estivesse errado, ou que as coisas não irão mudar no seu sentido.

Fica aqui a tradução. Um artigo para quem se interessa pelo bloco, e gosta de ver um pouco mais além que a nuvem de magnésio e números que nos ensombra os dias. São bem vindas reflexões livres sobre o ensaio, a própria tradução etc. que nos ajudem a reflectir um pouco mais sobre a nossa actividade.

Uma última nota, no texto aparece muitas vezes bloco ou bouldering, obviamente o significado é sempre o mesmo. SM

A Arte do Bouldering

Por John P. Gill

No amplo espectro do montanhismo existem actividades adequadas a todo o tipo de interesses e temperamentos. Sem dúvida alguma que a vitalidade deste entusiasmante modo de vida deriva desta sua variedade. Se colocarmos o montanhismo expedicionário de grande escala, com as suas extensíssimas aproximações e logísticas exasperantes, numa extremidade do espectro, então, na outra extremidade, pode ser encontrado o imediatamente gratificante, ou talvez frustrante, desporto menor do Bouldering.

Este é um passatempo epigramatizado por Yvon Chouinard, com sua sagacidade habitual, como “sofrimento instantâneo”. Não restam muitas dúvidas da aptidão desta frase, porque o bloco é essencialmente escalada de um só largo com ênfase em movimentos de grande dificuldade. Frequentemente o Bloco pode ser feito sem recurso a cordas em pequenas paredes e blocos, onde um salto para o chão é possível. Em escaladas mais longas a corda pode ser empregue quer a partir de cima ou de baixo, dependendo da natureza do problema. Assim algumas escaladas significantemente difíceis de quinta classe1 podem ser consideradas de Bloco. Uma escalada dita “de bloco” deve envolver movimentos cuja classificação de quinta classe seja pelo menos F 10. As quedas serão de esperar como inerentes e se todo um grupo realiza uma ascensão sem quedas ou saltos para o chão, o rótulo: bouIdering pode ser questionável.

A partir destes comentários, poderíamos ser levados à conclusão de que bouldering é simplesmente uma prática de escalada para o especialista, mas há mais substância neste desporto para além disso. O Bouldering fornece competição informal semelhante à variedade mais formal encontrada em ginástica artística ou de competição. Além disso a comparação é bastante apropriada uma vez que ambas as actividades exigem que manobras de corpo extremamente difíceis sejam realizadas de uma maneira graciosa. Esta analogia ilumina um novo aspecto no bouldering: o escalador de bloco está preocupado tanto com a forma como com o sucesso e não vai sentir que realmente domina um problema até que o consiga fazer graciosamente. Embora o espírito de competição no bouldering se torne intenso, isso dificilmente deverá ser lamentado. É muito melhor libertar a pressão agressiva numa situação relativamente segura do que permitir a sua erupção indisciplinada numa ascensão mais longa e difícil. A competição é decididamente uma característica da escalada em rocha contemporânea, como quase todos os observadores sofisticados o podem admitir. No entanto, no bloco, sportsman-like competition2 desempenha um papel válido e apropriado, especialmente ao forçar o praticante a superar bloqueios psicológicos que impedem o avanço da sua técnica.

Técnicas e forças especificas são cultivadas para ajudar o ginasta a dominar movimentos, ou sequências, difíceis. O escalador de bloco, também, pode realizar exercícios especiais que lhe permitirão resolver certas classes de problemas de escalada. Exercícios básicos do tronco superior incluem a prancha, a elevação com um braço, slow muscle-up3, e one-arm mantle-press4. Alguns exercícios adicionais desejáveis ​​são o cross-mount5 nas argolas e a elevação com um braço em prancha. As ligações físicas mais fracas entre o escalador e a rocha, os dedos, devem ser reforçadas, tanto quanto possível, talvez com maior ênfase na força pura e power do que na endurance. O escalador de bloco dedicado irá cultivar elevações de braços com pega apertada, em vigas de diversas larguras, elevações com um braço em ombreiras de portas e elevações com um braço com um dedo numa barra.

A capacidade de executar todos estes exercícios não é absolutamente essencial para o bouldering . No entanto, muitas vezes, a exibição de tais habilidades adiciona um certo polimento ou finess à nossa escalada e a maioria dos problemas de bloco realmente excruciantes geralmente requerem certa força especial desta natureza. Pernas e pés fortes são necessários para problemas de equilíbrio, mas estes não são raros em escaladores.

Podemos injectar uma palavra de cautela relativamente à massa e qualidade muscular. Deve ser alcançado um compromisso entre força e massa, porque uma preponderância da última raramente vai prestar um bom serviço a um escalador. É eminentemente desejável um elevado rácio Força/Peso e os exercícios mencionados vão ajudar a cultivar essa qualidade, ao passo que um treino de pesos planeado de forma pouco inteligente pode na realidade ser prejudicial.

Embora este género de “forças” sejam necessárias para o bloco de dificuldade, não são suficientes por elas próprias para assegurar o sucesso. O bloco requer o refinamento derradeiro das técnicas de quinta classe, mas difere da escalada em rocha clássica não só nas forças essenciais, mas também nas técnicas especiais. O lunge6, considerado por muitos montanhistas tradicionais como uma mutação execrável da boa técnica, pode ser empregado com segurança pelo escalador de bloco. Uma vez que as presas de bloco são raramente puxadores, a necessidade de um “aperto” realmente poderoso é aparente. Semelhante ao lunge, mas muito mais elegante e controlado é o movimento melhor descrito como “ dynamik layback7. O nome descreve o próprio movimento: Um movimento de oscilação caracterizado pela capacidade de voltar ao ponto inicial a uma velocidade ligeiramente menor do que a queda livre. Isto é diferente de um indisciplinado lançamento, que não tem de maneira nenhuma tal qualidade redentora. Um dynamic layback executado de forma apropriada coloca a mão do escalador no “ponto morto” alto de uma oscilação. Novamente, como com o lunge, uma grande força de dedos é necessária para tirar vantagem da altura adquirida pelo balanço. Por causa do controle exercido durante o movimento, muitos mais problemas podem ser resolvidos com sucesso do que com um salto simples ou lunge. Obviamente, quanto mais momento8 um escalador poder exercer com os músculos de seu torso superior, mais controle ele pode exibir durante a oscilação. Os exercícios descritos anteriormente ajudarão a este respeito.

Embora as distinções entre a escalada em rocha clássica e o bouldering são relativamente menores e por causa da existência óbvia de uma real competitividade no bouldering, somos levados a levantar a seguinte questão: é um sistema de classificação possível? A resposta é: provavelmente sim. Um tal sistema pode ser o seguinte: B-1 que se compara à dificuldade F 10, B-2 para dificuldades acima de F 10, e B-3 que é a dificuldade máxima. Uma via de B-3 deve ser uma via que muito raramente é repetida, embora frequentemente tentada sem sucesso. A sua dificuldade deve ser contínua. Um movimento único, por mais impressionante que seja, não deve constituir o problema inteiro. Outro sistema muito mais objectivo utiliza o conceito de eliminação. Obviamente, uma série de especialistas em bloco devem ter trabalhado no problema que está para ser classificado. E-1 indica uma escalada tão difícil que só foi feita por um único indivíduo, o E-2 por dois, etc. Talvez este sistema deva ser descartado após a E-10. Envergadura e compactidade corporal podem fazer o sistema B absurdo para problemas ocasionais e escaladores de diferentes forças e habilidades irão sempre disputar as graduações. O sistema do E não seria sobrecarregado por disputas, uma vez que enfatiza as realizações de alguns escaladores e não as dificuldades inerentes da rocha.

A maioria das áreas de escalada em rocha mais populares dos Estados Unidos têm nas proximidades bouldering gardens9 e, em alguns casos, as duas actividades fundem-se em interessantes e árduos divertissements10 quer sob a forma de vias curtas feitas a abrir ou problemas de top- rope. Além disso, há muitos jardinsisolados agradáveis ​​ no Centro-Oeste e Sul, que têm visto apenas ocasionais incursões de bouldering. Com demasiada frequência, em relação à dificuldade, o escalador casual visitante irá aplicar atitudes clássicas de escalada em rocha. Tenta apenas os problemas extremos, que exigem uma técnica tradicional e um ligeiro dispêndio de tempo.

Embora tal disposição possa ser perfeitamente razoável nas montanhas ou em grandes paredes onde existem perigos objectivos adicionais, em bouldering gardens uma atitude mais atlética pode, e deve, ser adoptada de forma segura. Escalada em rocha de pequena dimensão torna-se muito mais significativa quando os padrões de bloco são aplicados. Desta forma, áreas de prática, que seriam naturalmente obscuras, tornam-se importantes para o desporto.

(1)   O Yosemite Decimal System originalmente é dividido em 6 classes técnicas de dificuldade onde a classe 5 seria escalada em rocha vertical, onde seria necessário usar corda. Cada classe seria dividida no sistema decimal e o máximo na altura seria 5.10 ou F10 (pois…os pés de gato…) ou seja à volta de 6a.

 (2)   Aqui deixei no original, mas o sentido é de “cavalheiresco”, ou seja um comportamento “nobre” como desportista, onde não interessa ganhar ou perder, mas sim o desenvolvimento pessoal, um elevado sentido ético e generosidade para com os outros ao contribuir para o seu desenvolvimento pessoal também, etc, enfim… todo um programa e caminho que definitivamente não é o main stream dos nosso dias.

 (3)   Elevação lenta e completa na barra, isto é os braços acabam esticados com as mãos, e a barra, ao nível da cintura.

 (4)   Isto será um movimento de mantle executado com uma mão unicamente.

 (5)   Para melhor compreender este movimento nas argolas nada melhor que o site do próprio JGill….

 (6)   O mais aproximado à actualidade seria movimento dinâmico, ou então lançamento, (movimento em que os pés deixam de ter contacto com a rocha) mas no contexto da época poderia ser movimento súbito ou rápido por contraste com um movimento controlado e mais estático.

 (7)   Embora a tradução literal seria movimento de dulfer dinâmico, pela descrição e pela prática, estamos na presença do “nascimento” do conceito daquilo que é hoje conhecido como “deadpoint”, técnica, de facto, amplamente utilizada no bloco.

 (8)   JGill usa leverage, mas penso que o conceito correcto em português será momento ou seja força vezes uma distância, que é um conceito obviamente aplicado à dinâmica do movimento articular.

 (9)   Termo ligado às artes performativas de palco dos séc. 17 e 18, “um ligeiro divertimento.”

(10) A tradução óbvia de Jardim de Bloco ou de bouldering, embora se perceba o significado, que seria o de Parque de Bloco, como parque Infantil, não tem significado prático na realidade portuguesa de escalada por isso optei por deixar no original.

 

Introdução e tradução: Sérgio Martins

Ilustração: Vitor Baptista

 

 

 

 


Quarta-Feira Fotos. Fissura da Granja II.

Março 26, 2014
Bruno Cochofel na Fissura da Granja, Serra da Freita. Foto Sérgio Martins.

Bruno Cochofel na Fissura da Granja, Serra da Freita. Foto Sérgio Martins.

 

 


Quarta-Feira Fotos. Filosofia Anormal.

Março 12, 2014
Quarta-Feira Fotos. Filosofia Anormal.

Sérgio Martins em Filosofia Anormal, Serra da Freita. Foto. Vitor Baptista.


Quarta-Feira Fotos. Fissura da Granja.

Fevereiro 26, 2014
Quarta-Feira Fotos. Fissura da Granja

Raquel Carvalho na Fissura da Granja, Serra da Freita. Foto Sérgio Martins.


Don’t Blink e Valle de Las Rocas

Fevereiro 7, 2014

O início de Fevereiro trouxe-nos, talvez para nos aconchegar à lareira nestas intermináveis noites chuvosas, dois vídeos “fora do formato”, digamos que em doses “documentais”, que configuram aquilo que aqui habitualmente chamamos de pequenas pedradas no charco da “Cena” da escalada. E curiosamente fazem-no de formas totalmente antagónicas. “Don’t blink” apresenta-nos um formato de entrevista a um escalador de renome, que corre zonas mundialmente famosas e que se passeia em blocos reconhecidos, de nível elevado. “Valle de Las Rocas”, por outro lado, mostra-nos 3 perfeitos anónimos, numa zona quase desconhecida, num país relativamente remoto e fá-lo sem qualquer pretensão de se apoiar no factor Grau, para conseguir vender a sua história. Mas ambos têm algo em comum. Conseguem cativar-nos mais do que os “20 minutinhos à Facebook”.1) E isto, quanto a mim, porque têm algo de interessante para contar e porque o sabem fazer bem, ainda que recorrendo a técnicas diferentes.

 

 Valle de las Rocas  é assumidamente um vídeo amador, caseiro, feito por alguém que domina o AfterEffects e o 3D Tracking e que tenta implementar alguns detalhes técnicos, como aqueles que se vê na introdução. Mas assumidamente não perde muito tempo com isso e rapidamente nos apercebemos que a quantidade de imagens e a qualidade das linhas abertas suplanta a necessidade de mais recursos técnicos. Confesso que nos primeiros 3 minutos duvidei que fosse aguentar até ao fim, mas à medida que a história foi avançando fui compreendendo que estava perante um documentário de uma experiência, contada de uma forma que me fez ter vontade de a ter vivido, muito pelo facto de me identificar com momentos vividos, com o ambiente de amizade e com os traços de personalidade ali apresentados (o que me fez sorrir diversas vezes). Por outro lado, não sendo escaladores de renome, os 3 personagens são muito fortes, as linhas e o enquadramento cénico são brutais e há uma forte componente de um dos “pilares do bloco”, a Exploração. Acresce que gosto e admiro um filme em que não se sente falta da referência ao grau (isso quer dizer muito). Fazendo uma analogia com a gastronomia, sabe bem de vez em quando comer comida caseira bem confeccionada. Não é preciso comer sempre gourmet para se ser feliz.

 

Em Don’t blink, uma longa entrevista a Chris WebbParsons, temos algo de diferente. Muitos toques de profissionalismo, principalmente na forma como a narrativa é tão bem construída. E que qualidade nas imagens da entrevista, no som, nos planos, na luz… Simples e eficaz. Mas nada fácil de realizar por um mero amador. Inevitavelmente, este documentário estaria condenado ao sucesso, por várias razões. Em primeiro lugar, o facto de o personagem ter muito por onde se explorar, saber falar e estar completamente à vontade no seu papel de entrevistado. Meio caminho andado para o sucesso. Depois, o facto de se centrar num escalador muito forte, com uma forma de escalar muito estética (poderosa e precisa), o que dá sempre imagens espectaculares, independentemente dos meios técnicos disponíveis. Depois, por estarmos na presença de um personagem carismático, que é conhecido, mas não é “pop”, que tem ar de rebelde pelas suas tatuagens, piercings, corte de cabelo e que gosta de andar nu, mas que ao mesmo tempo se revela como muito consciente e responsável (pois para levar este estilo de vida parece ter de “vergar a mola”, ao contrário de muitas estrelinhas do nosso firmamento), que tem um sotaque britânico que foge do habitual americano e que é visto por alguns como uma ovelha negra. Por fim, porque tem muitos detalhes de bom gosto, sem grandes tretas. Um design gráfico e sonoro excelente e coerente, uma entrada que revela criatividade e empenho, detalhes de humor politicamente incorreto (que nos arrancam sorrisos) e uma entrevista bem extraída, bem conduzida e bem editada. Um pequeníssimo senão, quase que preciosismo invejoso… demasiados dropoff.

A não perder… desde que haja tempo para tal.

Pedro Rodrigues 

1)Apenas um aparte relativo a esta categoria, para dizer que é muito difícil ver, hoje em dia, um webvideo de 10 minutos que realmente nos cative. Passou-nos aqui comentar o excelente segundo episódio da série Time inthe Pines, chamado CrownJewel , onde, a meu ver, se explora de uma forma excepcional o uso da tecnologia actual, mas onde, num passo mais além, se consegue o mais difícil: 1. sumarizar uma história em poucos minutos; 2. mostrar uma linha perfeita (sem sabermos o grau), numa localização cinematográfica, dura o quanto baste para nos relacionarmos com ela, como escaladores mundanos que somos, e podermos imaginar-nos a encadeá-la (ou pelo menos prová-la); 3. conseguir extrair uma entrevista e história bem contada; 4. Enquadrar tudo numa série, com um contexto lógico e coerente, que vai para além da promoção do ego e fama dos escaladores envolvidos.


Quarta-Feira Fotos: Uma plaquinha para desanuviar…

Fevereiro 5, 2014
KK_LaNescafé6a+_BasCuvier_1

Sejam bilros, sejam placas, nada escapa ao King em Fontainebleau. Foto: Pedro Rodrigues.


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