Recordações da Época Passada. O sótão.

Fevereiro 27, 2012

Oldemiro Lima, a dar duro no Sótão.

Smells Like Teen Spirit. Cheira a pó e a magnésio. Aneurysm. Abrenuncio. Mais pó, mais magnésio, mais dores nos dedos. The Man Who Sold The World. Toca a campainha. Molly’s Lips. Vem alguém a subir as escadas. Son Of A Gun. Risos. Mexican Seafood. Merda de presas. Something in the Way. A cassete enrolou outra vez. The Man Who Sold The World. Outra vez. Territorial Pissings. Merda de aparelhagem. Come as You Are. Por quatro contos não se podia esperar melhor.

No inicio era o pó. Literalmente o pó. Toneladas de pó, cristalizando objectos, moveis e até o próprio tempo. Cada vez que levantávamos uma tábua ou desviávamos um armário, viajamos no tempo. Andávamos para trás uma geração e efabulávamos as mais loucas histórias. Éramos bons nisso. Ficavam a doer-nos os abdominais de tanto rir. Éramos bons nisso.

Quando as vigas de madeira do telhado ficaram à vista, surgiram aquelas palavras escritas a vermelho vivo. Abrenuncio. Depois outra. És feliz não tens problemas. Pedimos explicações. Não nos deram. As histórias ali passadas não eram nossas. Aceitamos. O futuro sim seria nosso, e para já, se nos portássemos bem, o sótão também.

Começamos a carregar placas pela longa escadaria acima. Mais vigas, meios-fios e barrotes afins, em quantidades tais que os donos da casa ficaram com medo que o telhado lhes caísse em cima da cabeça. “Não há problema. Isto é mesmo assim, faz parte da construção de muros de escalada em sótãos”, dissemos tranquilizadores. “Ai, sim?”.

Os muros construíam-se com ângulos de 60º ou 70º em relação à vertical. Assim conseguia-se em espaços com um pé-direito reduzido maximizar a distância escalável, mas é também um dos ângulos menos eficazes para treinar porque limita muito o tamanho das presas para além de não ter quase relação para a rocha real. Enfim, era a fruta da época. Tínhamos visto um em Sintra, do Rui Carvalheira, então um dos primeiros a surgir para as bandas de Lisboa e prometeram-nos um power infinito treinando em semelhante máquina de tortura. Não precisávamos de muito mais para ficar convencidos, só precisávamos de um espaço. O Martinho tinha um sótão vazio e mão-de-obra não faltava.

Exageramos. Nunca fomos de meias medidas. E aquilo nunca mais ficava pronto, mesmo trabalhando todos os dias depois das aulas. Ao fim de um mês épico de trabalho quase diário o primeiro muro ficou montado, o tal de 60º, depois ao longo de um ano foram-se fazendo melhorias e acrescentos como se de uma teia de aranha se tratasse. Na versão final teria 50 metros quadrados escaláveis, mais de 500 presas, campus board, sala de musculação, tudo e mais alguma coisa.

A instalação sonora era garantida pelo rádio-gravador mais barato que encontramos, e inexplicavelmente, ou por preguiça, ou por eficácia, só existia uma cassete, um mix dos Nirvana que passou milhares de vezes, a tal ponto que ainda hoje ouvindo algumas daquelas musicas sinto um impulso nervoso para começar a apertar.

Os treinos eram caóticos, duros e divertidos, sempre pontuados pela presença eléctrica do anfitrião. Que mal conseguia dormir, estudar ou pensar com uma muro daqueles a pairar por cima do seu próprio quarto. Um tipo com dezassete anos a explodir para a escalada com uma coisa daquelas literalmente por cima da cabeça, retrospectivamente tenho de admitir que é demais para qualquer um.

Um dia, por exemplo, o Martinho estava pendurado a aquecer fazendo tracções numas presas por cima de uma porta e alguém disse: “Aposto que não te aguentas aí com um gajo pendurado em ti”, não foi preciso mais, perante o seu ar de desafio, alguém saltou logo e agarrou-se a ele, que impávido e sereno continuou pendurado como se nada fosse, face à provocação, saltou outro, e já eram dois pendurados, e o Martinho nada, “E três?”, salta mais um, agora é um tipo agarrado a dois puxadores a ranger os dentes e outros três pendurados nele a rir e a gritar. Até que de repente caem todos com estrondo, no meio da confusão olho para o chão e o Martinho continua titanicamente agarrado às duas presas, olhamos todos para cima incrédulos, a placa de madeira apresentava dois buracos redondos perfeitos. Para nós isto passou a ser a definição de treino com carga.

Depois desvaneceu-se. Os interesses divergiram, as trajectórias separaram-se, muitas para mal se voltarem a tocar. O pó voltou. Lentamente. Cristalizando mais uma vez o tempo algures num sótão da cidade do Porto.

The Man Who Sold The World. As coisas nunca mais serão como antes. Come as You Are. Vem alguém a subir as escadas. Smells Like Teen Spirit. Decididamente nunca mais serão assim. Aneurysm. Risos. Something in the Way. O espelho quebrou-se algures pelo caminho. Molly’s Lips.  Riamos até nos doerem os abdominais. Son Of A Gun.  Éramos bons nisso. SM

Anúncios

Recordações da Época Passada. Épico Para Que Te Quero.

Janeiro 3, 2012

Ao princípio tudo eram épicos.

As vias eram grandes de mais, difíceis de mais, sujas de mais, boas de mais para lhes resistirmos. Nós éramos lentos de mais, inexperientes de mais, ambiciosos de mais para lhes resistirmos. O resultado só podia ser um: grandes épicos.

Épico em português vem de epopeia, que pode ser, para nossa conveniência, sinónimo de grande aventura. Na tradição anglo-saxónica, que aqui utilizo, “epic” significa também uma grande aventura, geralmente associada a bivaques inesperados na parede ou montanha, tempestades, situações imprevisíveis que resultam em quase desgraças que felizmente não se concretizam, deixando apenas algumas mossas e intensas impressões gravadas para sempre na memória dos protagonistas. Estes são os ingredientes dos “bons épicos”. Os maus também existem mas são bons para esquecer. As tragédias só são boas histórias para os outros.

Na escalada/alpinismo anglo-saxónico os épicos são levados a sério. A revista Climbing, por exemplo, tem números especiais só dedicados a eles com as histórias mais mirabolantes. Se existisse um rei dos épicos, Joe Simpson não teria dificuldade em ser coroado. Conhecidíssimo pelo ultra-mega-épico dos Andes, é no entanto na sua autobiografia, This Game OF Ghosts, que encontramos as mais deliciosas e incríveis aventuras, e claro épicos inacreditáveis. Mas, para se ter um épico, não é preciso quase ressuscitar dos mortos como o Joe Simpson no Siula Grande, basta ser inexperiente quanto baste e ter azar com a meteorologia.

Depois da nossa quase escalada da Meadinha, precisávamos de algo grandioso que eclipsasse por uns tempos a frustração causada pela tentativa falhada. Um pouco mais abaixo no vale ficava a Nédia, a maior parede de Portugal. Perfeito, a título de grandiosidade não se podia pedir, nem havia, mais. O facto de a Nédia ser uma espécie de encosta com granito projectado, era um detalhe, aquilo tinha cerca de vinte largos para escalar com corda e a última parte torna-se quase vertical, e acima de tudo parecia, e era, selvagem como o caraças.

Os ingredientes eram apetitosos e  algo inquietantes: aproximação excruciante, reuniões onde a única protecção era uma martelo entalado, passagens com “passos de homem” na mais pura tradição alpina e finalmente uma saída selvagem até voltar à “civilização”.

Nada disto nos demoveu, estávamos à altura do desafio, tínhamos o martelo e tudo. Só não nos decidíamos por que pés-de-gato usar, “Vão dois pares para cada um, e não se fala mais nisso!”, “Sim, parece ajuizado”. Comida suficiente, água de reserva e roupa de abrigo eram pormenores secundários que pensar neles e calcula-los só atrapalharia os nossos planos grandiosos e tiraria brilho à nossa ansiada aventura, alem de mais pesavam e ocupavam espaço na nossa já atulhada, de bens essenciais, mochila.

A nossa estratégia resumiu-se em procurar um sitio para dormir o mais perto possível do inicio da marcha de aproximação. A escolha caiu sobre Tibo, a aldeia onde se deixa o carro, onde uma casa em construção serviu na perfeição para residência nocturna.

Madrugamos. Ainda era noite quando fomos deixando para traz o nosso refúgio improvisado. Atravessamos a aldeia adormecida, acossados pelos latidos de dezenas de cães furiosos. Rapidamente chegamos ao rio, que decidimos atravessar cedo de mais, uma primeira decisão errada, numa série de várias que fatalmente traçariam o caminho do épico. Às apalpadelas corrigimos a trajectória encontrando um caminho que seguia ao longo da margem até estarmos em linha com a parede, aqui teríamos de abandonar os caminhos e navegar no mato até há base da parede, seria um presságio para o que aí vinha: até à tarde do dia seguinte não veríamos mais caminhos e “comeríamos” mais mato do que alguma vez sonháramos.

Mas eis que finalmente tínhamos alguma rocha pela frente, “ livres do mato!” exultamos inocentemente. A via – dos Narizes, para os poucos conhecedores – nos primeiros dois terços é muito tranquila, super tombada, às vezes a um ponto em que deixamos de escalar e ridiculamente passamos a andar. Passa por um jardim a meio e depois entra numa espécie de canal até que, por fim, chega a terrenos um pouco mais verticais.

O dia já ia bem avançado quando chegamos à base da famosa fissura do “passo de homem”. Estávamos a torrar, tínhamos estado a escalar todo o dia à chapa do sol, e já quase não tínhamos água. Água que em breve seria o nosso principal problema. Sem darmos conta, o tempo mudara, e preparava-se uma típica tempestade de Verão de fim de tarde. Mas a nossa preocupação do momento era chegar ao spit que era a única protecção do offwidth que tínhamos pela frente. Sem friends gigantes, ou tubos, resolvemos usar mesmo o método original: um trepa para cima do outro e meia fissura fica feita e o spit protegido, arrasta daqui arrasta dali e estamos já perto da saída, tendo pela frente uma série de placas. Entretanto o céu fechara completamente e começa a chover copiosamente. Apanhados na ratoeira, só temos uma saída, o Rui decide avançar, pois parte da placa fica debaixo de uma espécie de tecto, meio fora meio dentro, já com a chuva a cair com intensidade, conseguiu sair. Ainda hoje não sei como conseguiu escalar aquela placa ensopada praticamente sem protecção nenhuma. Mas o que é facto é que conseguiu e estávamos fora da via e no cimo. A tradicional exultação e alívio de sair de uma via grande estavam, por assim dizer, diluídas na montanha de água que nos caía em cima. Ensopados, literalmente, até aos ossos, não tínhamos mais nada para vestir alem de uma sweatshirt, e para ajudar à festa estava a anoitecer e não sabíamos para onde ir ou seja não sabíamos como sair daquele monte.

Começamos a andar, como dois zombies na noite, errantes e sem destino debaixo de uma chuva diluviana. Ao fim de algum tempo, desesperados, começamos à procura de um abrigo ou algo que se assemelhasse. Não encontrando nada, encostamo-nos a um calhau e colocamos uns ramos muito mal amanhados por cima de nós, pelo menos agora a chuva não nos caía na cabeça, só nas pernas e nos pés. E eis que estavam reunidas as condições para um bivaque de emergência na montanha. A noite nestas circunstâncias é uma espécie de insónia forçada só que ao invés de rebolar indolentemente na cama à procura de uma melhor posição, não paramos de tremer e à medida que a hipotermia se tenta instalar vamos contando o lento passar das horas sempre com a secreta esperança de começar ver a luz da madrugada no horizonte. A meio da noite o Rui decide pegar fogo às folhas que estão debaixo de nós, agarramo-nos logo a esse objectivo que rapidamente passou ao topo das nossas prioridades. Finalmente, quando já sonhávamos com uma lareira, começou a sair fumo das folhas molhadas, fogo nem velo, mas saía fumo o que não era mau, rapidamente transformamo-nos em fumeiros humanos disputando avidamente o lugar por cima da fumarada. Por fim lá nasceu o dia e como sempre acontece depois de uma tempestade de Verão, completamente limpo. Procuramos um sítio alto e exposto e aos poucos fomos aquecendo e secando a roupa e a tralha. À medida que o dia ia aquecendo, rapidamente percebemos que iríamos enfrentar outro problema: não bebíamos nada desde o dia anterior, não tínhamos água nenhuma, nem onde a ir buscar. Uma situação no mínimo bizarra depois de estar debaixo de uma tempestade.

Começamos a andar para Norte na cumeada, sabendo apenas que teríamos de descer a determinada altura para o vale da Peneda, só não víamos como. Sempre que tentávamos descer éramos engolidos pelo mato, e tínhamos de voltar à cumeada, começávamos a desesperar, o cansaço, a fome e principalmente a sede iam tomando conta do nosso discernimento. A fome aguenta-se bem, mas a sede, em muito pouco tempo, torna a situação extrema, exacerbada pelo calor excruciante.

De repente, face a mais uma descida de aspecto intransponível, o Rui diz, “ Pá, não quero saber, vou usar o método do meu primo!”. O “método do primo” era uma muito discutida, entre nós, teoria que no monte em última escolha a linha recta é a melhor opção. E, sem mais, atirou-se literalmente ao mato começando a descer a direito. O mato, uma mistura de giestas de mais de dois metros, silvas e árvores caídas, era de tal maneira denso que ele desapareceu de vista num instante.

Durante uns segundos, que pareceram eternos, fiquei isolado no cimo do monte, bloqueado e sem saber o que fazer. Sentindo um lento desespero a crescer. Antes de quebrar e começar a chorar cheio de pena de mim mesmo, grito: “ Foda-se, espera aí!”.

O que se seguiu foi a mais louca descida que jamais fiz, atiramo-nos, como kamikazes, a correr pela encosta abaixo, rasgados e arranhados pelas silvas, tropeçando e caindo nas árvores caídas, às vezes com cambalhotas completas, fomos abrindo com o nosso próprio corpo o caminho. Até que rebolando demos com um tubo preto, “ Eh! isto parece um tubo de água”, desesperadamente começamos a tentar cortar o tubo, mas não tínhamos como, “Espera! deve ter uma emenda”, percorremos o tubo sofregamente e lá estava ela, separamos as duas parte e imediatamente jorrou água em abundância, não sabíamos de onde vinha aquilo, mas era a água mais fresca e deliciosa que alguma vez bebi, que dádiva. Saciada a sede, recompusemo-nos um pouco melhor e já conseguíamos pensar com mais clareza, se andava ali um tubo não devíamos estar longe de um caminho.

A rebolar, literalmente, mais uma vez, caímos em cima do caminho que levava ao vale. Estávamos safos. Quando chegamos ao rio vejo uma poça de água cristalina que, qual  miragem, começa a atrair-me como um íman, começo a tira a roupa e só então vou tomando noção de como estávamos: arranhados, esfolados e com a roupa reduzida a trapos, tudo rasgado. Atiro-me à água sem pensar mais. Quando emergi da água gelada, já tudo estava para trás, tudo estava bem e o nosso épico começava já lentamente a ocupar o seu lugar nas finas páginas da memória escritas a fogo ou, neste caso, talvez a água. SM


Recordações da Época Passada. O Rei Dos Frangos.

Outubro 24, 2011

“Taque!” O som rápido e metálico de algo a fritar faz-me despertar do torpor. “Taque!” Outra vez. Desta vez abro os olhos, não sem dificuldade, para tentar perceber o que se passa.

Redinha. Falésia da Senhora da Estrela. Agosto. Temperaturas proibitivas. Escalamos de manhã muito cedo e ao fim da tarde. Pelo meio vamos para o café-restaurante ” O Farol da Srª da Estrela”, vulgo “O Pipo”, e estamos ali, à sombra do alpendre, a dormir e a comer gelados, vendo o lento passar das horas mais quentes do dia.

“Taque”! Outra vez. Já sei de onde vem o som. É daquelas horríveis armadilhas eléctricas para apanhar moscas, mas esta está a funcionar muito bem, ou as moscas estão com tendências suicidas. Desperto, vou verificar o que se passa. Há! O Martinho, irrequieto como sempre, não se deixa dormir, e arranjou algo com que se entreter: diverte-se a apanhar moscas com as mãos e depois atira-as com força para a fritadeira. “Taque!” Mais uma. Enfim… é uma maneira de passar o tempo.

O Martinho é, para mim, a personificação de uma época e de um estilo de vias na Srª da Estrela ou Redinha como nós sempre chamamos aquilo. Vias curtas e explosivas, uma espécie de bloco com corda. Esse estilo culminou com o encadeamento em 1995 do Abrenuncio primeiro 8a de Portugal, ou segundo conforme os historiadores verticais que se consultem, ou terceiro se contarmos com o Lobo das Estepes, em Trás-os-montes. Mas, uma via é talvez ainda mais icónica para mim: o Rei dos Frangos. Esta via, na realidade um bloco, consiste basicamente em superar uma típica pança da Redinha com quatro ou cinco passos explosivos e marcou uma época, sendo também uma das primeiras que o próprio Martinho equipou.

Tendo já feito todas as vias existentes na altura, que não eram muitas, começamos a olhar para outras linhas. Aquela pança era apelativa, já tinha um par de spits no tope e tudo. Decididos, montamos a corda para se dar uns pegues. Começamos a assediar a via mas a única coisa que saía eram uns bonitos pêndulos.

Num desses dias andava pela Redinha outro Martinho, mais conhecido por “Flau”. Estava então no auge das suas capacidades e era, sem dúvida, um dos escaladores portugueses mais fortes, uma máquina dotada de dois hidráulicos no lugar dos normais apêndices a que chamamos braços. Gostávamos especialmente de o picar, para assistirmos da bancada à maquina a funcionar a pleno gás. Já tínhamos, por exemplo, apostado com ele o flash da Electra, e para nosso gáudio não nos desiludiu, triturando os monodedos da via enquanto arrastava os pés pela parede acima como se de dois pesos mortos e incomodativos se tratassem, não se podia dizer que fosse bonito mas era tremendamente eficaz.

Pedimos-lhe para experimentar a nova linha e para nossa surpresa rapidamente fez os passos, até que ao aproximar-se do top, solta um grito: “Ei baixem rápido que está aqui um ninho com pássaros”.

“São grandes? São pequenos?” “Pá…não sei dizer…são assim do tamanho de … frangos!” Perplexos deixamos a via a marinar e esperamos que os pássaros crescessem e fossem à sua vida, a via só se equipou e encadeou muito depois quando nos certificamos que o ninho estava abandonado. Mas o mito ficou, e fomos criando histórias sempre com os frangos às voltas, pois sempre que se ia de baixo não se sabia se haveria surpresas no fim da via. “Sérgio, se chegar lá acima e estiveram lá os frangos mando-me logo.” “Ok, tranquilo”. “Mas o encadeamento vale na mesma, não vale?”, “Claro! Rei dos Frangos”.SM