Quarta-Feira Fotos. Bravo Pinheiro.

Outubro 24, 2012

Filipe Carvalho no Pinheiro Bravo, Pedra do Urso, Serra da Estrela. Foto: Pedro Rodrigues.


Ainda o Rosa Negra

Outubro 19, 2012

Subitamente dei-me conta que tinham passado 11 anos desde a abertura deste, talvez o mais famoso, bloco da Pedra do Urso. Foi curioso ver escaladores a provarem-no pela primeira vez, e constatar que o poder magnético da linha estava lá, esbatido para os olhos cansados de uns, com um brilho ofuscante para outros, ao ponto de se produzirem frases do género: “Era bom poder leva-lo para o quintal lá de casa.”

Uma linha viva, que Américo “Meco” Santos descreve como um “Bloco de continuidade” num texto da revista Montanha nº 6 de Dezembro de 2002 em que se conta a génese desta linha e que vale a pena reproduzir agora que a Pedra do Urso é mais popular do que nunca.

“Depois de uma noite bem regada e bem esfumada pelo toucinho numa festa de aniversário que me deixou em estado de vigília na alugada Casas dos Poços, pertença da família do escritor Alçada Baptista, quando, repentinamente e sem ter pregado olho noite inteira, vejo os pés do Sérgito a descerem do seu beliche. Finalmente alguém tinha acordado após a folia e com reboliço informei-o que o Sol já estava à vista. Fiz questão de arrancar da cama os nossos outros dois colegas de quarto e obriguei-os a despacharem-se. Comemos e fomos escalar. Depois de uma breve passagem pelo sector da Pedra do Urso, estávamos diante da bela Rosa Negra, nós e outros como nós, que a repetiram no dia e em outros dias. Na altura ainda era projecto, cujo nome havia sido dado pelo Francisco Ataíde em honra de uma mancha florestal que recobre uma pequena parte da serra. Quando este teve a ousadia e a mestria de limpar todas as suas presas e de acudir a um inicio numa laje-puxador, que alcançamos deitados no solo, perfazemos, com a saída, uma linha com cerca de 9 movimentos. Tenho a certeza de já me ter pendurado neste bloco antes da sua limpeza total, mas era-me inconcebível sair e, por mais que quisesse, nunca imaginara que existissem presas desde a lasca até ao puxador que alcançamos após os primeiros 4 movimentos, continuamente duros sobre régletes pequenas, praticamente em tecto. Daí para diante é passar uma barriga extraprumada e bastante redonda sobre régletes e áplates, cotada em V4. Há algum tempo que vinha sendo assediada e, naquele dia, já o deveria ter sido. Mantinha o seu aspecto rude e imponente. Porém, nessa manhã de Setembro, o sol brilhava-me atrás dos óculos. Não sei, devia ser da bordoada de Grants que apanhara na noite anterior. Sem nunca ter resolvido a saída deste problema e, já quase sóbrio, visualizei os movimentos mais uma vez. Pus magnésio nas mãos, agarrei-me á lasca semi-solta onde o problema começa e fui-me “agrafando”, fria e suavemente, a cada presa até poder repousar: pôr novamente magnésio e repensar: “Não podes falhar!” Momentos mais tarde erguia-me de pé sobre a majestosa e estava minimamente satisfeito.

Parece-me que quase sonhei com este bloco! Minutos depois apareceu o resto da malta e o José Abreu, que depressa se encarregou de fazer a primeira repetição.”


Quarta-Feira Fotos. Rosa Mesmo Negra.

Outubro 17, 2012

Uma da manhã. Bloco do Rosa Negra. Pedra do Urso. Night Session para o arranque do I Encontro de Bloco da Pedra do Urso. Os mais afoitos, num ritmo demolidor, aplainavam já a pele como se não houvesse amanhã. Escalador: Filipe Carvalho. Foto: Pedro Rodrigues.


Hoje, Todos os Caminhos Vão Dar à…

Outubro 12, 2012

Foto: Oldemiro Lima.

 

Eu sei que não parece…mas esforcem-se só um bocadinho…sim! É mesmo a PEDRA DO URSO.

 

 


NBClássicos. Knockout

Dezembro 19, 2011
[vimeo http://vimeo.com/33879175 w=700&h=393]

Há problemas que estão destinados a ser clássicos instantâneos. Pela sua localização, estrutura e singularidade da formação rochosa, beleza e evidência dos movimentos, solidez da rocha e para finalizar, ou aterrar, uma boa zona de queda.

Estas raridades, porque estamos a falar de verdadeiras raridades aqui, às vezes fazem-se difíceis quase inatingíveis, outras vezes são fáceis a um ponto que nem nos apercebemos que são clássicos, tão depressa são escalados, estes são os rarissimos pois permitem exercitar uma característica também ela rara nos escaladores: a sensibilidade.

Estas características estão bem presentes no Knockout na Área 32 da Pedra do Urso. Nem extremamente difícil nem fácil. Uma pala de rocha delgada que apresenta, como única ponto fraco, um alvéolo perfeito, somente com duas presas, exactamente as necessárias para permitir passar por ele.

Escalado pela primeira vez por Fernando Branca em 2004, com um método um pouco mais duro do que hoje é o método consensual, foi repetido pouco tempo depois por Júlio Braga que ainda acrescentou uma variante de entrada a começar no problema da esquerda, o Falha de África, naquilo que viria a tornar-se o Africaout.

Assim para que ninguém perca estas pérolas absolutas da Area32, o Sérgio Silva mostra-nos como se escala o Knockout e o Filipe Carvalho o Africa0ut.


Quarta-Feira Fotos: Tubarão Ex Libris.

Abril 20, 2011


Quarta-Feira Fotos: 3 Brasileiras e Uma Vito

Março 30, 2011

Zé Abreu e Três Brasileiras e Uma Vito (V8+ cs), Sector Fim do Mundo, Pedra do Urso. Foto: Oldemiro Lima