7 Dias, 7 Fotos: Hoya Moros VII, Zé Trepa Riscos.

Julho 26, 2012

Fim de festa. Restava baixar, disfrutrar das paisagens na caminhada, beber uma “caña” com os amigos, comer umas “tapas” e regressar a casa, com muita vontade de uma nova incursão o mais brevemente possível.

José Abreu, em jeito de fim de festa, destrói a pele que sobra nas reglettes escaldantes de Trepa Riscos. Um bloco a ser provado ao final do dia, com temperaturas mais baixas.

Para finalizar, aqui ficam as importantes recomendações, numa tradução livre, apresentadas no blog dos escaladores locais. Por favor, quem lá for no futuro, tenha-as em conta e siga-as à risca. PR

 1 – Não deixar lixo, nem beatas, nem adesivos, nem papel higiénico, absolutamente nada!

 2 – Não fazer fogo. É totalmente proibido.

3 – Não lavar utensílios de cozinha  com sabão.

4 – Não tomar banho no rio com sabão.

5 – Respeitar toda a vegetação.

6 – Respeitar todos os animais, respeitar o gado que está na subida. 

7 – Caminhar unicamente nos trilhos marcados.

8 – Fechar o portão da estrada florestal da la Dehesa.

9 – Importante! Ao subir pela estrada florestal da la Dehesa tentar subir com o mínimo de veículos possível.


7 Dias, 7 Fotos: Hoya Moros VI, Zé Fissura.

Julho 25, 2012

Antes da partida, ainda houve tempo para provar mais 2 clássicos da zona. José Abreu, como costume, não perdoa e factura ambos: Confusion e La Fissura. Neste último deu uma lição de escalada anaeróbia, já que fez metade da linha sem respirar. Consta que anda a treinar para acompanhar conhecidos pescadores da nossa praça, em saídas de caça submarina.

Vários se animaram a provar estas linhas, mas os níveis de rotice da maioria estavam já ao máximo. Isso, ou estavam a preparar-se para o que aí vinha. Sessão de lançamentos… para o charco. Foi bonito de se ver, mas impossível de reportar. PR

José Abreu decide fazer uma apneia de meio minuto, aperta forte e “flasha” o La Fissura. Sequeira observa atento, de tal forma que, após poucos pegues, foi ele quem fez das suas na mesma linha.


7 Dias, 7 Fotos: Hoya Moros V, Magno Psiquiatrico.

Julho 24, 2012

Após uma noite de bivaque, desta feita com mais horas sono (para alguns), precedida de um jantar bem composto, os mais incautos poderiam pensar que as forças estariam então retemperadas. Desenganem-se! Hoya Moros, pela manhã, mais parecia o Vale dos Caídos. Era vê-los a pedirem para serem arrastados para a sombra, outros em perfeito estado vegetativo e, de uma forma geral, todos se queixavam de tudo e de nada em concreto. O panorama não era animador.

Tal qual criaturas crepusculares, fomos atrás do cheiro da sombra, para as tocas do caos de blocos. Após um aquecimento vagaroso, fomos bater à porta do Psiquiatrico. E foi aí que começaram a sair os coelhos da cartola. Uma linha que teve várias repetições e um começo baixo duro encadeado. Acima de tudo, uma daquelas linhas à maneira, pela estética dos movimentos. PR

Nuno Oliveira “Magno” luta com as reglettes do fantástico Psiquiátrico. Linha que viria depois também a ser encadeada, num começo baixo que acrescenta bastante dureza, por João Pedro Pena.


7 Dias, 7 Fotos: Hoya Moros IV, Nunito em La Hoguera.

Julho 23, 2012

Após um “tour” matinal, estavam os dados lançados. Alguns clássicos começaram a cair, tendo sido alvo de várias repetições: Kinkal Crack, Techo Patrones, La Hoguera… E quem diz os clássicos, diz as linhas subsidiárias destes.

A parte da manhã pautou-se por um assédio aos blocos em grupo, o que por vezes causava uma aglomeração de escaladores (e outros mamíferos), em jeito de plateia e, por vezes, numa amena confraternização ibérica. Para o final do dia, deu-se uma dispersão natural, quase que num esquema de “tag teams” da WWF, ou seja, sais tu, entro eu. O cenário era de tal forma frenético, que houve quem acabasse a arrastar-se pela branda fora, com um saco de soro ao dependuro (ao que consta soro com taninos).

Um dia de bloco a 2 tempos, que cada um viveu à sua maneira. PR

Nuno Santos, num dia em que estava endiabrado, dispara sobre tudo o que mexe e não pára de facturar. Aqui vêmo-lo na saída do La Hoguera.


7 Dias, 7 Fotos: Hoya Moros III: Nunito e Sed de Mal.

Julho 22, 2012

A manhã de reservou, para aqueles que até então apenas conheciam o local de fábulas e fotografias, um cenário idílico para prática de bloco. Como diria Gabriel Alves, nos seus tempos áureos, “um estádio amplo e arejado”.

De facto, os sectores parecem ter sido arrumados por escaladores, ao melhor estilo de rocódromo, para que haja um pouco de tudo. Na zona do vale, aparentemente mais explorado, existem blocos clássicos de vários tipos e com áreas de queda excelentes: extra-prumos, fissuras, placas, tectos e lançamentos (alguns até num estilo psico-bloco)… Na zona da encosta encontramos blocos de maior dimensão, polvilhados na paisagem por entre vacas e vitelos de raça salamantina. Já na zona do caos de blocos, ao melhor estilo alpino, temos de nos embrenhar por entre os buracos, saltitar de rocha em rocha, para descobrir o que a próxima esquina nos reserva. E geralmente reserva blocos, de vários níveis, com um estilo algo físico. Tudo isto sob égide de um granito não excessivamente agressivo. PR

Nuno Santos voa com Sed de Mal.


7 Dias,7 Fotos: Hoya Moros II, Zé Naufrago.

Julho 21, 2012

A decisão de subir de noite não era totalmente consensual, mas revelou-se, no final de contas, uma óptima opção. Desta forma, escapou-se às temperaturas mais elevadas e fez-se render os elevados níveis de testosterona, para ganhar umas horas de escalada na manhã seguinte.

Inevitavelmente, a 2/3 do percurso, o grupo dividiu-se em dois: os meninos que queriam ir nanar cedo e os bravos que optaram por dar uma volta maior, para conhecer o caos de blocos, à luz da Lua Nova por nascer. Dizem as más línguas que os bravos se perderam… Tal teoria não ficou provada, pois acabaram por se encontrar todos. PR

José Abreu passeia a sua classe por Los Naufragos, “flashando” este CS que termina numa placa técnica bastante arejada.


7 Dias, 7 Fotos: Hoya Moros I, La Anomalia.

Julho 20, 2012

Esta semana decidimos lançar uma rubrica nova, que terá um formato de edições especiais, sempre que tal se justifique. Chama-se “7 dias, 7 fotos” e esta primeira edição tem como pano de fundo a incursão a Hoya Moros, que teve lugar há uns dias atrás.

Catorze escaladores lusos, vindos dos mais diversos pontos do país, juntaram-se para um fim-de-semana em jeito de Blitzkrieg. 14 homens, para cima de 10 litros de vinho, 2kg de mortadela, alguns enchidos e uma data de crashpads. Nem o trekking nocturno, realizado pela madrugada dentro, conseguiu refrear os ânimos dos animais enjaulados. Tinham chegado a Hoya Moros os touros da manada…PR

José Abreu a dobrar o tecto de La Anomalia (começo alto), numa performance que deixa a plateia siderada.


Verão NB#3

Agosto 29, 2011
Quando chove em Agosto, não metas teu dinheiro em mosto.
                                                                             Provérbio Popular
 

Eis uma pérola da sabedoria popular,  que poderia figurar no famoso almanaque Borda D’Água, para quase rematar este mês de Augustus, com um final bastante clemente e auspicioso, quase a pedir o abandono das alpinas pastagens onde o blocador ansioso procura refugio.

Techo Patrones, Hoya Moros.


Verão NB#2

Agosto 24, 2011

Meu querido mês de Agosto / Por ti levo o ano inteiro a sonhar…”

                                                                                                    Dino Meira

Um pouco mais alto que o Covão Cimeiro, fica o Shangri-la do bloco em tempo de estio.

                                                                                                 

Verão quente de 2003, Hoya Moros, Júlio Braga em mais um das suas FA’s, El Nido Del Cuco, (nome que aparece no croqui) uma espécie de fissura que partilha o mesmo começo (sentado com uma crash) do famoso Atila.


QFF – Quarta-Feira Fotos –

Outubro 13, 2010

Sérgio Martins em Trepa-riscos (V8+ cs), Hoya Moros, que agora parece chamar-se Capitan Nemo, una tripla FA Nortebouldering em…2003. Foto: Carla Dias