NB Series #2_Estado de Trevas

Agosto 3, 2017

A vida continua… e o Nortebouldering também, porque só assim faz sentido.

Estamos em plena pré-época de bloco. Vasculhemos então o baú da lixarada, em busca de imagens perdidas de períodos homólogos. É altura de começar a aquecer os motores e as máquinas mais afinadas geralmente fazem-no em alta rotação.

Júlio Braga, ainda em tempo de estio, recupera a forma onde outros nunca chegam a atingir os requisitos mínimos exigidos. Estado de Trevas, um bloco que ainda aguarda repetição e que pode ter ficado mais duro, devido a uma presa partida na época passada.

NB series #2, directamente ao seu focinho, sem grandes rodeios.

PR


Querido amigo…

Julho 3, 2017

 

Apesar de nos lembrarmos todos os dias, hoje importa marcar a data, porque passaram já 6 meses… Aqui ficam as palavras e pensamento do Filipe Costa e Silva, sob forma de poema, com ilustração do Vitor Batista. Não haverá melhor forma de assinalar a data. Para ti, Sérgio…

 

 

ultima_viagem

 

Adeus à flor da pele

Querido
amigo,

A tua morte
bate tão forte,
neste meu peito!
É um adeus sem jeito,
que ecoa num vale vazio
e repete de volta, dor e frio.

Dor e frio…
Dor e frio…

Mas os dois sacudimos
a tua ausência,
e outra vez rimos
da vida e sua ciência.
E é esse o segredo mudo
que me repete a tua morte:

O amor é que é tudo,
a vida é só sorte!

 

 

Janeiro 2017
Poema de Filipe Costa e Silva
Ilustração de Vitor Batista

A grande viagem

Fevereiro 3, 2017

Há um mês, escrevi o seguinte texto, que me saiu da alma. Por problemas de acesso ao NB, com muita pena minha, não foi possível colocá-lo no local próprio: este. Por outro lado, não fazia sentido não o lançar no momento certo, quando as palavras gritavam mais alto, por terem sido escritas à flor da pele. Recupero-as agora, registo-as no sítio que gostarias e lanço a mim próprio o desafio de, a cada 6ª-feira do próximo mês, recuperar ou fazer sair algo  novo sobre ti. Por minhas palavras, por tuas e de outros Amigos. Agora que partiste na tua grande viagem, gostava de citar Amós Oz, “Nós vivemos até ao dia em que morre a última pessoa que se lembra de nós“. Como tal, estás e estarás connosco todos os dias. Até já.

PR

3 de Janeiro de 2017

Ao meu Amigo Sérgio Martins.

Vazio. É a palavra que traduz o que me vai na alma e na cabeça. Preciso de tempo para processar tudo. Na verdade, preciso de falar contigo para conseguir racionalizar isto. Assim, acho que só consigo escrever estas linhas neste tom, de uma conversa entre nós, porque só assim encontro algum conforto em fazê-lo. Bem sei que não quererias esta exposição, mas deixa-me ao menos desta vez cometer a inconfidência de partilhar com outros uma conversa nossa. Porque… o mereces. Sim, serias possivelmente a pessoa a quem ligaria, mais cedo ou mais tarde, para me ajudar a racionalizar o que se passou hoje. E isso diz tudo sobre o que eras. SMART era o teu acrónimo, o que pode parecer pretensioso para alguns, mas não o é. Revela a tua habilidade mental para jogar com as palavras e encontrar no todo as subtilezas que mais ninguém vê. E como eras hábil a apreciar as subtilezas da vida. 

Deixa-me que te diga, agora que deixámos de lado esse pudor, que a tua perda é enorme… à tua escala. Há pessoas carismáticas (e era-lo sem dúvida), mas de entre essas há aquelas que como tu se destacam por terem a habilidade de moldar personalidades. Esse foi o meu caso, não tenho vergonha de admiti-lo. O mais fácil seria falar da forma como moldaste a minha maneira de escalar, mas isso seria um lugar comum, verdadeiramente sem interesse neste momento. Aquilo que menos me apetece é falar de blocos, vias, linhas ou graus (safa, que aversão temos à discussão do grau). Aquilo que me apetece falar contigo agora é da forma como me tocaste mais fundo, como me fizeste compreender o que está para além do mero acto de escalar e que nos fez tirar um enorme prazer desses inúmeros momentos que partilhámos. E isso tem que ver com a forma de estar na vida e de abraçar uma ideia. Ver o que está para além do óbvio. Explorar, descobrir, traçar estratégias, aprimorar processos, imaginar, criar, combinar conteúdos, ser original e sobretudo… pensar. Parar para pensar. Como o fazias bem. Paravas, pensavas, pesquisavas e formavas uma opinião fundamentada (certa ou errada, mas sempre sólida). É isso que me deixas, o ensinamento de como ser metódico. Mais do que linhas, sectores, zonas, falésias, paredes, deixas-me um saber estar, em grupo, um sentido de equipa genuíno. Numa actividade iminentemente individual ensinaste-me que ela vai muito para além disso, ensinaste-me a ser verdadeiramente amigo, a vibrar com as conquistas dos outros como se fossem nossas, a vibrar com pequenas conquistas (como escalar uma linha) como se fossem uma odisseia do Shackleton. Ensinaste-me assim o valor do empenho e da perseverança. Bolas, até me ensinaste, entre outras inúmeras coisas, quem era o caralho do Shackleton… tudo porque tinhas um intelecto e uma cultura acima da média. E isso meu caro, sempre te conferiu uma aura. Mais do que os “V Impérios”, o teu intelecto sempre te conferiu a tua aura. Para alguns intimidante, para outros inebriante. 

Mas antagonicamente, esta capacidade mental permitia-te fazer algo que nos dava um imenso prazer. O acto de regredir na idade. Sim, como é boa a amizade que nos faz voltar à adolescência. Como é bom estupidificar e voltar a ter 15 anos quando se quer. Isso requer cumplicidade. Quero continuar a discutir contigo quem era melhor guarda-redes: Baía ou Ricardo. Quero que me gozes por ser doente pelo Porto. Quero gozar-te pelo teu passado efémero nas claques do Boavista. Quero os serões em tua casa a ver filmes de escalada. Quero os teus jantares gourmet no pátio de tua casa. Quero gozar com as tuas pescarias (que cada vez eram mais exímias). Quero fazer pouco das tuas calças de escalada nos anos 80. Quero ir ter a tua casa às 6:30 da manhã. Quero que me contes as aventuras que viveste, que me fales de viagens. Quero contar-te as minhas. Quero que venhas editar fotos e vídeos a minha casa. Quero fazer-te rir no trabalho com um vídeo de palhaçada. Quero falar contigo ao telefone até ficarmos sem bateria, como geralmente acontecia. Quero falar de ser Pai contigo. Quero carregar escadas e limpar blocos contigo. Quero comer bolo-rei na Farrapa contigo. Quero ir queimar os dedos sem pele num copo de galão contigo. Quero desbravar mato contigo. Quero ouvir-te a queixar de andar de jipe comigo. Quero escrever contigo. Quero ter conversas escatológicas e brejeiras contigo. Quero ter conversas pseudo-intelectuais contigo. Quero ter ideias contigo. Quero inventar nomes de blocos contigo. Quero falar do Filipe, do Júlio, do Zé, do Cunha, do Magno, do Cardinal, do Nunito, do Sotnas, do Alfredo, do Bigodes, do Batista, do Pantufa, do Pintor, do Sérgito, do Miro… mas, hoje… merda… apenas conseguimos falar de ti. Eras um pólo aglutinador. 

E já que falamos de antagonismos, faz agora dois anos que me proporcionaste um. Não me esqueço, quando no funeral do meu Pai me abraçaste e te correram lágrimas pelo rosto. Logo tu, que racionalizas tudo. “Não estejas assim emocionado…” disse-te, “Como poderia não estar…”, respondeste. São as mesmas lágrimas que hoje verti, as de amizade.

De uma coisa estou certo, estejas onde estiveres, teremos sempre os teus braços nas nossas costas a darem-nos segurança. Uma coisa te asseguro, os teus filhos Sebastião, Matias e Vicente terão sempre os nossos a segurá-los.

Até breve Sérgio. Vamos falando entretanto, como de costume.


NBgram

Novembro 27, 2015

Estamos de volta. Mais uma época, mais uma viagem no carrossel, o bilhete paga-se sempre com pele, sangue, muitos f*#$%# e, de vez em quando, alguns encadeamentos decentes. Dentro em breve os conteúdos habituais e para já como novidade podem seguir-nos também no Instagram.

 

nb instagram


Be Leaf

Março 20, 2015

leaf1

A Leaf é uma marca 100% portuguesa que está a dar agora os primeiros passos. Como muitas grandes marcas está a começar literalmente numa garagem, à semelhança de John Middendorf com a A5, Christian Griffith com a Verve ou Clark Shelk com a Cordless, só para referir alguns casos.

Filipe Sequeira, a força por trás da Leaf, tem em comum com esses senhores um verdadeiro talento para os chamados “trabalhos manuais”, é um craftsman no verdadeiro sentido da palavra, talento a que junta a sua formação de origem em design gráfico e claro uma paixão pela escalada. Somando tudo aparece a Leaf, para já, e para começar, com uma linha de sacos de magnésio para desportiva e bloco, com materiais muitas vezes reciclados. Os sacos são bem desenhados, bonitos e ergonómicos, fruto da sua criatividade,   um trabalho lento de pesquisa e testes na rocha por escaladores exigentes.

leaf 3

No seu atelier o Filipe também repara, com grande mestria, crashpads, colchões de ginásio, sacos de magnésio, enfim quase tudo.

Para breve mais novidades, como sacos para desportiva, crashpads etc.

Passem pela sua página no facebook ou peçam um catálogo em leafclimbing@gmail.com.


DawnWallmania#3. A Cobertura dos Jornais Portugueses.

Janeiro 21, 2015

capa dn dawn wall

 

Com tal brado e eco na imprensa americana, especialmente no NYTimes, não era de estranhar que a imprensa indígena começasse a salivar pavloviamente perante tão inusitado e inexplicável acontecimento.

O JN foi o primeiro a morder o isco, e no seu notório estilo trauliteiro, e de informação cuidada ao mais ínfimo pormenor, informou-nos via online que:

Yosemite tinha sido despromovido à triste e portuguesa condição de Parque Natural, depois de quase um século como Parque Nacional. Bem instalados no novíssimo Parque Natural, dois homens tinham prescindido de instrumentos de escalada para subirem o El Capitan contentes que estavam com a força das suas mãos e pés para treparem.

Sabiam, por exemplo, o que mais ninguém sabia a nível mundial, que a escalda estava destinada a demorar apenas 18 dias. Descontentes com o léxico que os escaladores portugueses usam no dia-a-dia, resolveram inovar criando um glossário novo para a escalada, aparecendo assim a Dwam Wall dividida em 32 bonitos sectores.

O jornalismo isento do JN não se coibiu de anunciar que a marca Patagonia tinha pago aquilo tudo, para grande gáudio de Tommy Caldwell, o patrocionado, e Yvon Chouinard, o dono. Estes prontamente vieram a terreiro agradecer a publicidade gratuita e de caminho a conhecida marca de luxo de montanha declarou que está a pensar abrir uma loja na Rua mais cara da cidade do Porto, para aproveitar o efeito bola de neve da divulgação da sua marca entre os leitores do JN.

Por fim num acto ao melhor estilo estalinista, a história da escalada foi reescrita, com Yvon Chouinard, ele próprio, a fazer parte da primeira equipa a tentar escalar o “El Cap”, vislumbra-se aqui um puro delírio do JN? Ou outro frete à Patagonia? Com tudo isto consta que Kevin Jorgeson e a Adidas estão bastante agastados com o esquecimento, que dizem deliberado, e exigem uma reparação, colocando-se o próprio fundador da Adidas, Adi Dassler, nessa famosa primeira equipa que tentou escalar o El Cap, o Jornal aí recuou dizendo que havia limites e não se podia brincar com o gajo que inventou as chuteiras.

O Jornal de Notícias e o Diário de Notícias apesar de terem o mesmo dono são um bocadinho diferentes. A malta do DN empolgou-se a sério e a Dawn Wall teve honras primeira página, é ver para crer.

A informação já aparece um pouco melhor, a referência ao famoso tweet da Casa Branca etc. Mas informar sobriamente é demasiado fácil, é preciso inventar um pouco e também quiseram inovar criando um novo termo para via de escalada, rota, num ousado brasileirismo ou talvez lançando mão do novo acordo ortográfico.

Garantem depois que TC e KJ escalaram “sem usar nada mais do que os dedos das mãos e dos pés (com cordas apenas para amparar as quedas)” eis a nova definição de escalada livre onde os dedos dos pés parecem ter um papel preponderante, ainda bem que TC tem os dedos dos pés todos ao contrário das mãos. Esta nova definição da escalada vem talvez dar razão à grande atoarda de Yvon Chouinard sobre esta escalada quando refere, aqui na tradução livre do JN, “Isto não deixa alternativa ao Papa Francisco senão considerar o chimpanzé como o nosso parente mais próximo”.

A subir de nível chegamos agora ao Observador, a coisa parece bem encaminhada, com os másculos “dois homens” do JN e DN, a serem substituídos por um agradável “dois amigos”, mas logo no lead metem o pé na…corda: “Kevin Jorgeson e Tommy Caldewell são os primeiros a alcançar o topo de Dawn Wall sem ajuda das cordas (para subir…)”, eu percebo…mas o tal público generalista que parece agora estar apaixonado pela escalada deve ter ficado um pouco baralhado logo a abrir.

Rota continua a aparecer em vez de via, talvez esteja na altura de nos adaptarmos. A notícia segue agradável de seguir, realçando-se a importância das redes sociais como forma de comunicação preferencial enquanto os escaladores estavam na parede. Depois aparece a criatividade: “Estas espécies de seguidores do Homem-Aranha contam apenas com as pontas dos dedos das mãos e dos pés”, a referência à BD é suportável, mas os dedos dos pés outra vez…

A coisa continua A dupla chegou, aliás, a recorrer a fita adesiva e cola para acelerar a coisa, quais MacGyver da escalada. Não houvesse cordas e…” sim, como a famosa personagem televisiva, a dupla tirou da cartola o truque de colocar adesivo nos dedos para grande espanto da comunidade escaladora…

O resto da história corre ligeira com informações acertadas e fontes bem referenciadas. A reportagem do Observador, apesar do colorido, é de longe a melhor, é notório, e talvez também um sinal dos tempos, tratar-se de um jornal online.

O circo na parede, deu origem a um circo mediático que teve o seu eco também nos Jornais Portugueses, com Obama, Papa Francisco, Homem-Aranha, MacGyver à mistura, a ajudarem a encher o chouriço das belas peças que apresentam aos seus fieis leitores.

A escalada por aqui segue uma coisa estranha que não se entranha. Mas por mais estranha e absurda que seja esta actividade não merece um jornalismo preguiçoso e boçal, é possível fazer melhor e bem, mesmo com um assunto à partida estranho à maioria como prova a reportagem do NYTimes, não digo mandar um repórter com um Pulitzer para o local, mas talvez um pouco de pesquisa, só um bocadinho, estão a ver, sim dedos dos pés dão jeito, mas dentro de sapatos, sim uns sapatos próprios para escalar, chamados pés de gato…pés de gato?…ups.  SM

 

Post Scriptum. Tal como no Inimigo Público parte do conteúdo deste texto se não aconteceu podia ter acontecido….


DawnWallmania#2. A Cobertura do New York Times.

Janeiro 19, 2015

NYTimes

A cobertura do New York Times é, em minha opinião, a chave da loucura mediática que se apoderou da América, é verdadeiramente impressionante a coleção de primeiras páginas a nível nacional que apresenta a Climbing, loucura em termos do que seria “normal” uma escalada, mesmo desta magnitude, atingir.

O Reporter. Começa-se a ler as reportagens e, algo não bate certo, estão bem escritas, mesmo bem, os perfis dos escaladores impecáveis. É estranho a escalada merecer este tratamento, é preciso ir mais fundo. O NYTimes destacou para o local, enquanto durou a escalada, John Branch. Bom, nada de mais dirão alguns, pagaram a um esbirro para estar ali, in loco, a seguir os acontecimentos. Acontece que John Branch tem um Pulitzer na algibeira, que no jornalismo tem mais ou menos o mesmo significado que um Nobel. O pulitzer é sobre a reportagem multimédia Snow Fall The Avalanche at Tunnel Creek, uma reportagem do outro mundo sobre uma avalanche que matou vários esquiadores, não se pode falar em reportagem é mais um projecto multimédia, uma espécie de jornalismo online do futuro, curiosamente, na altura, Filipe Carvalho já me tinha mandado o link com a reportagem, precisamente como exemplo do que para ele seria o futuro, não estava nada enganado, não senhor, e aqui está John Branch em Yosemite, um luxo.

O Editor. Cabe ao editor decidir o que é publicado e publicável e aparentemente o editor de desporto é um esacalador ele próprio, e terá de ser um escalador “a sério” para perceber o que estava em causa, pode ser uma explicação para este súbito, e profundo, interesse pela escalada. É, como já disse no artigo anterior, outra forma de a escalada chegar lá. No fundo o caos da vida resume-se a muitas situações parecidas com esta, fazem-se mil campanhas, mil acções de divulgação, etc, etc, mas basta a pessoa certa no lugar certo, e o grande público já é servido com doses maciças de informação de qualidade sobre escalda, e não reclama…

A Reportagem. A reportagem em si é constituída por uma série de artigos desde o primeiro generalista, quase de apresentação, passando por perfis dos escaladores, o dia-a-dia na parede etc etc, apresentando mesmo no fim um glossário, para ninguém se perder nos termos próprios da escalada. A definição de escalada livre que apresentam ao publico em geral é correcta: To free climb means to climb without aid — propelled only by hands and feet, attached to a rope merely to catch a fall. And fall they do, sometimes several times while trying to complete a crux, or difficult maneuver.” Uma tarefa que pode parecer simples, mas como veremos quando analisarmos a cobertura dos jornais portugueses é tudo menos isso.

O perfil de Tommy Caldwell é impecável e mesmo para um escalador medianamente conhecedor é interessante. O pai Caldweel sobre o filho em criança: “He once dug a hole so darn big, we could have used it as a foundation for a small house.” E claro pegaram na incrível história do Kyrgyzstan e na do  dedo cortado por uma serra num acidente de bricolage, que como “cicatrizes de carácter”  lhe dão, e bem, uma densidade muito maior que o simplesmente super-atleta-escalador para o qual não há impossíveis.

Os comentários. Os comentários online nos jornais generalistas são no geral repugnantes, uma espécie de esgoto em forma de vox-populi, e estes no NYtimes, apesar de tidos como dos mais suaves na imprensa generalista, não ficam muito atrás. Serviram para os escaladores se rirem, mais uma vez do entendimento que o publico em geral tem da escalada, com opiniões a voarem em todos os sentidos sem nunca acertarem no alvo, eis aqui uma recoleção dos melhores. Em suma, entre um camponês da Serra da Freita e um new yorker, não há muita diferença no que toca ao entendimento da escalada e tudo se resume a uma pergunta: Que andaiiss vós ali a fajer naquelas pedras?

Para concluir, a melhor cobertura do acontecimento foi de um jornal generalista. Onde andavam as revistas especializadas? A reboque da social media, e no final das televisões, salvou-se talvez Andrew Bisharat da Rock and Ice com os seus artigos no seu site evening sends e artigos para a National Geographic Adventure. SM