NBabugem: Babugileaks e as Desigualdades no Mundo da Escalada

Janeiro 24, 2011

Várias questões têm surgido ultimamente acerca da desigualdade no mundo da escalada. Afinal há, ou não há? A escalada afinal poderá não ser “Um Mundo Perfeito”?

Documentos recentemente publicados pela Babugileaks puseram a descoberto confidências que estavam na posse da CIA (Crocodile Intelligence Agency). Vários relatórios da CIA apontam para fortes desigualdades no mundo da escalada portuguesa.

Os relatórios referem que as competições de escalada e a escalada em rocha estão cheias de desigualdades e que essas são focos de instabilidade entre a comunidade.

Toda a gente aponta que é mais do que previsível, a entrada em Portugal do FMI (Fanáticos Mitras Internacionais), e que este vai impor medidas para mitigar a desigualdade na escalada.

Nos documentos revelados pela Babugileaks, a CIA refere que o FMI já identificou os problemas ao nível das competições nacionais, mas a Babugileaks teve que retirar o respectivo documento por criar sobrecarga no seu sistema informático. Refere ainda que o FMI já apontou medidas e que estão preparadas para serem utilizadas caso seja necessário.

Os hackers da Babugem conseguiram fazer o download de parte desses documentos. Segundo se pode ler nestes, essas medidas vão no sentido recriar as competições e suas regras.

 Segue abaixo parte de um texto descarregado.

A pressão exercida no mercado de comentários tem sido elevada. É conveniente uma intervenção célere na nossa instituição. As medidas terão que ser radicais. Só uma recriação das regras nas competições poderá pôr definitivamente as competições no caminho certo. Os nossos economitras apontam para competições em estilo Jogos Sem Fronteiras. Devendo contudo, continuar com regras já existentes como a das presas bonificadas. Evocamos no entanto o direito ao contraditório, neste sentido deverá também haver presas minadas, que deverão ser fixas por pastilhas elásticas da marca Gorila. Cada atleta deveria inscrever sempre consigo um suplente, que teria como função substituir o titular nos casos vigentes nos regulamentos a definir e também teria a função de atirar objectos esponjosos ou jactos de água aos adversários enquanto estes escalaram.

Cada atleta deverá ter a possibilidade de alterar…

                                                                                         w3.Babugileaks.org/…/tp1_doc_climb.p…

Habituados à filosofia circense das competições, os atletas não se mostraram preocupados com a introdução destas regras. A medida mais polémica poderá ser o que se especula sobre o último e inacabado parágrafo, onde cada atleta poderá durante a competição pedir a introdução de uma regra criada por si mesmo.

A Babugem não quer alimentar polémicas e neste sentido quer destacar-se desta visão especuladora sem qualquer lógica. No entanto criamos a nossa própria, indo esta num sentido mais positivo onde cada atleta deverá ter a possibilidade de alterar a orientação das presas durante as suas tentativas.

A Babugem no sentido de reforçar o denso entulho contido neste artigo, também aproveitou as campanhas eleitorais para questionar os candidatos sobre o assunto. Uns referiam que este não merecia qualquer comentário, outros disseram que poderiam exercer o direito de veto se estiver com dúvidas, encontramos também quem referisse que já esteve em competições em países pobres onde se tinha de esperar muito tempo na zona de isolamento, e candidatos que prometeram o mesmo do costume, bem desta vez devido à crise, apenas prometeu um oitavo para cada escalador. Também falamos com o candidato do momento, este referiu que continua a haver muitos encadeamentos pouco claros, e que a novas regras vêm alimentar lóbis. Referiu que o facto das pastilhas serem Gorila vem favorecer algum King Kong. MC


NBabugem – Codex 678, Crises de Identidade –

Janeiro 7, 2011

A frase que se encontra abaixo deste parágrafo é um resumo do que se passa neste texto, afim de prevenir os Aristocratas da Escalada que visitam a página do Nortebouldering para não perderem mais tempo do que aquele dedicado à leitura da respectiva frase.

“Uma Crise e uma chuva… sem identidade”.

«Melhor, mistura tudo… Ai Jesus. Concluindo, apenas ligeira confusão.»

Já que está aí a crise e a chuva, e na verdade ambas até têm alguma semelhança. Ambas têm previsões, e ambas normalmente ocorrem com mais intensidade do que era previsto. Em ambas há sempre um esperto que aparece na televisão a fazer que percebe do assunto comentando umas imagens e gráficos que ninguém consegue perceber. Ambas trazem transtornos aos escaladores, mas no final quem se lixa são sempre os mesmos, os “Gajos do Norte”, que têm que trabalhar ainda mais e se quiserem escalar têm que rumar a sul para escalar nos extraprumos calcários. Se for essa a opção, não se esqueçam de pôr nos cereais do pequeno-almoço uma pastilha de Calgon para não deixarem o calcário acumular-se na resistência da vossa máquina.

Fica aqui um texto num estilo mais prosaico, retirado de um dos capítulos iniciais do Codex 678.

A sociedade secreta Escova d’Aço sabia de muita coisa sobre a vida de Jesus, embora desconhecesse a sua verdadeira missão. Já sabiam da possibilidade de Jesus ter nascido no Estado do Vaticorno, quando Aplás de Noronha veio radiante com essa notícia.

 Aplás de Noronha reparou que o pequeno sorriso do grão-mestre da sociedade secreta revelava pouco entusiasmo pela notícia e questionou-o «então não acha que fiz um grande descoberta? Toda a gente pensa que Jesus nasceu em Belém!». O grão-mestre respondeu apenas que já suspeitavam que a sua origem estivesse no Vaticorno. Aplás ficou indignado, «como é que me ocultaram esta informação?». O Grão-mestre após a questão realizada, num tom irritado, por Aplás de Noronha, fez uma longa pausa de um minuto, continuando no seu mesmo espírito intocável a limpeza do seu bloco. O som, abafado pelo musgo, da sua escova de aço era quase inaudível. De repente esse pseudo-silêncio foi rompido pela melodiosa voz salomónica do grão-mestre. Nos minutos que se seguiram, Aplás, apenas absorveu a sua ancestral sabedoria sobre os primeiros anos de vida de Jesus.

«Há dois mil anos, aqui numa cripta do Vaticorno nascia o menino Jesus, rodeado por seus pais, uma vaca barrosã e por um garrano (e não um burro, aqui o burro poderia estar presente mas de forma personificada, por acreditar na virgindade da sua mulher). A professia era cumprida. O nascimento de um messias, no ano zero, às zero horas. Logo não tardaram em aparecer os primeiros patrocinadores, o Borealtasar, Garrapar e Bealchior…» No final o grão-mestre perguntou «como é que chegou à conclusão de que ele nasceu no Vaticorno?» Aplás de forma atrapalhada retificou «bem, na verdade…eu não sei se ele nasceu no Vaticorno, mas podia com certeza ser português, embora também hajam relatos de o messias ser californiano.» o grão-mestre não queria acreditar nessa teoria californiana «o quê? Califoniano?» Aplás estava agora mais calmo e demonstrou na forma como expôs as suas teorias «encontrei 3 provas de que Jesus  poderia ser um messias californiano. Segundo a Babugem Sagrada o messias usava cabelo comprido, andava descalço e tinha vários dons.» E como se fizesse luz na sua cabeça o grão-mestre disse «então vem daí a palavra Cristo, o nome pelo qual hoje todos o conhecem, vem de uma adaptação do seu verdadeiro nome, Jesus Chris, “chama de Deus na Terra”.» Aplás concordou «é uma possibilidade, mas também pode ser português. Tenho 3 evidências que o trazem de volta a sua origem para o nosso país. Repare: Jesus nunca tinha dinheiro; passava o tempo a fazer milagres e por último o mais importante, lixou-se nas mãos do governo.» MC


NBabugem

Novembro 15, 2010

Abrimos hoje um novo espaço – NBabugem –  da responsabilidade dos nossos redactores, agora oficiais, Marco Cunha e José Abreu.

José Abreu define assim este novo espaço:

“A NBabugem pretende ser um meio internacional de divulgação de contra-noticias relacionadas com o bloco em geral e a escalada em particular. Tudo que se possa parecer com a realidade é pura ficção”

Marco Cunha, teoriza sobre a sua génese:

“babugem n.f. 1 espuma produzida pela água que se agita ou que está poluída; 2 saliva viscosa que escorre da boca; 3 detritos que se encontram à superfície da água ou nas margens do rios; 4 [fig] coisa sem importância; bagatela (De Baba+ugem).

 A Génese

 N + (babugem) = NBabugem

 

A NBabugem resulta de uma fórmula matemática elaborada de forma empírica, e que consiste muito simplesmente, na soma do prefixo N ao eufemismo que é a palavra babugem elevado a infinito.

Sabemos quais serão as reacções quando lerem esta frase que apresenta a abertura deste espaço. “Lá estão mais uns atrasados com uma entrada à pastor”. Enganam-se redondamente, não é que não tenhamos o nosso “Q” de atrasados, e que as entradas à pastor não sejam entradas pouco salomónicas e muito saloias. Agradecemos por isso, a vossa forma carinhosa e generosa perante tal pensamento. O vosso engano não está aí, mas sim no facto de não terem levado a sério esta fórmula. Embora seja empírica, está assente em verdades concretas, pois vejamos: N de Norte junto com a palavra babugem; até aqui muito simples compreender esta natural e bombástica associação. Agora falta o porquê do infinito? Além de estar assente nas verdades concretas já expressas, esta fórmula está assente também em pilares sólidos, como a parvoíce e a estupidez, e como sabem, não têm limites.

A NBabugem irá tratar de temas ilusórios com um carácter real, induzidos sempre de uma forma geral pelo excesso de água na atmosfera e em particular pelo défice mental dos responsáveis.

A visualização destes documentos é da inteira responsabilidade dos responsáveis, vocês.

Qualquer semelhança com a realidade é mera estupidez e parvoíce da vossa parte.

 Qualquer semelhança com a fantasia é mero sinal que estão sobre o efeito de drogas.

 Qualquer semelhança com nada é… NBabugem.”

Surge assim a primeira produção desta dupla criativa: NBabugem – O Fim do Terceiro Grauch.