A Arte do Bloco, Segundo John Gill.

A arte do Bouldering

 

Já aqui falamos muitas vezes sobre John Gill, quer pela sua importância na fundação da prática do bloco como a conhecemos hoje, quer pelas suas geriáticas aparições, em provecta idade, a fazer números de ginástica em parques infantis. Performances de fazer corar muitos dos seus mais novos seguidores.

Pesquisando sobre a história do Bloco “tropecei” neste artigo seminal de John Gill publicado em 1969 no America Alpine Jornal, este artigo, ou ensaio talvez, marcará o advento do Bloco moderno ao encorajar o seu reconhecimento como forma autêntica de escalada. Foi à 45 anos e se hoje a prática do bloco é aceite como autónoma do resto das actividades escalatórias muito se deveu a John Gill, um autentico visionário.

Devido à importância da peça e à escassa informação sobre bloco e escalada existente em português ensaiei aqui uma tradução da mesma, um pouco como exercício para me ajudar à compreensão do mesmo. Como é óbvio não sou tradutor, tentei escrever o melhor possível adaptando para português e principalmente tentando usar termos de escalada que sejam comuns aos escaladores portugueses. O texto, pelos standards actuais, não é muito fácil nem directo e tem algumas interessantes subtilezas, mordazes em algumas circunstancias, que se por um lado lhe conferem um carácter quase anacrónico por outro revelam uma mente também ela bem trabalhada e com profundidade, uma mente que acompanha as conhecidas performances do corpo a que pertence. Uma lufada de ar fresco que nos chega do passado, para nos fazer repensar um pouco a nossa actividade.

O texto é surpreendente, a todos os níveis, imaginem um mundo onde o grau máximo seria à volta de 6a, e alguém pensar desta forma. Agora reparem como os escaladores de competição estão a treinar hoje em dia, parece moderno não é? E até inovador. Mas comparem com o que escreveu JGill… Ter razão antes do tempo é uma característica dos visionários, claros que as suas ideias ao nível da sobreposição da forma sobre o resultado não singraram, ou sobre as graduações, mas não quer isso dizer que estivesse errado, ou que as coisas não irão mudar no seu sentido.

Fica aqui a tradução. Um artigo para quem se interessa pelo bloco, e gosta de ver um pouco mais além que a nuvem de magnésio e números que nos ensombra os dias. São bem vindas reflexões livres sobre o ensaio, a própria tradução etc. que nos ajudem a reflectir um pouco mais sobre a nossa actividade.

Uma última nota, no texto aparece muitas vezes bloco ou bouldering, obviamente o significado é sempre o mesmo. SM

A Arte do Bouldering

Por John P. Gill

No amplo espectro do montanhismo existem actividades adequadas a todo o tipo de interesses e temperamentos. Sem dúvida alguma que a vitalidade deste entusiasmante modo de vida deriva desta sua variedade. Se colocarmos o montanhismo expedicionário de grande escala, com as suas extensíssimas aproximações e logísticas exasperantes, numa extremidade do espectro, então, na outra extremidade, pode ser encontrado o imediatamente gratificante, ou talvez frustrante, desporto menor do Bouldering.

Este é um passatempo epigramatizado por Yvon Chouinard, com sua sagacidade habitual, como “sofrimento instantâneo”. Não restam muitas dúvidas da aptidão desta frase, porque o bloco é essencialmente escalada de um só largo com ênfase em movimentos de grande dificuldade. Frequentemente o Bloco pode ser feito sem recurso a cordas em pequenas paredes e blocos, onde um salto para o chão é possível. Em escaladas mais longas a corda pode ser empregue quer a partir de cima ou de baixo, dependendo da natureza do problema. Assim algumas escaladas significantemente difíceis de quinta classe1 podem ser consideradas de Bloco. Uma escalada dita “de bloco” deve envolver movimentos cuja classificação de quinta classe seja pelo menos F 10. As quedas serão de esperar como inerentes e se todo um grupo realiza uma ascensão sem quedas ou saltos para o chão, o rótulo: bouIdering pode ser questionável.

A partir destes comentários, poderíamos ser levados à conclusão de que bouldering é simplesmente uma prática de escalada para o especialista, mas há mais substância neste desporto para além disso. O Bouldering fornece competição informal semelhante à variedade mais formal encontrada em ginástica artística ou de competição. Além disso a comparação é bastante apropriada uma vez que ambas as actividades exigem que manobras de corpo extremamente difíceis sejam realizadas de uma maneira graciosa. Esta analogia ilumina um novo aspecto no bouldering: o escalador de bloco está preocupado tanto com a forma como com o sucesso e não vai sentir que realmente domina um problema até que o consiga fazer graciosamente. Embora o espírito de competição no bouldering se torne intenso, isso dificilmente deverá ser lamentado. É muito melhor libertar a pressão agressiva numa situação relativamente segura do que permitir a sua erupção indisciplinada numa ascensão mais longa e difícil. A competição é decididamente uma característica da escalada em rocha contemporânea, como quase todos os observadores sofisticados o podem admitir. No entanto, no bloco, sportsman-like competition2 desempenha um papel válido e apropriado, especialmente ao forçar o praticante a superar bloqueios psicológicos que impedem o avanço da sua técnica.

Técnicas e forças especificas são cultivadas para ajudar o ginasta a dominar movimentos, ou sequências, difíceis. O escalador de bloco, também, pode realizar exercícios especiais que lhe permitirão resolver certas classes de problemas de escalada. Exercícios básicos do tronco superior incluem a prancha, a elevação com um braço, slow muscle-up3, e one-arm mantle-press4. Alguns exercícios adicionais desejáveis ​​são o cross-mount5 nas argolas e a elevação com um braço em prancha. As ligações físicas mais fracas entre o escalador e a rocha, os dedos, devem ser reforçadas, tanto quanto possível, talvez com maior ênfase na força pura e power do que na endurance. O escalador de bloco dedicado irá cultivar elevações de braços com pega apertada, em vigas de diversas larguras, elevações com um braço em ombreiras de portas e elevações com um braço com um dedo numa barra.

A capacidade de executar todos estes exercícios não é absolutamente essencial para o bouldering . No entanto, muitas vezes, a exibição de tais habilidades adiciona um certo polimento ou finess à nossa escalada e a maioria dos problemas de bloco realmente excruciantes geralmente requerem certa força especial desta natureza. Pernas e pés fortes são necessários para problemas de equilíbrio, mas estes não são raros em escaladores.

Podemos injectar uma palavra de cautela relativamente à massa e qualidade muscular. Deve ser alcançado um compromisso entre força e massa, porque uma preponderância da última raramente vai prestar um bom serviço a um escalador. É eminentemente desejável um elevado rácio Força/Peso e os exercícios mencionados vão ajudar a cultivar essa qualidade, ao passo que um treino de pesos planeado de forma pouco inteligente pode na realidade ser prejudicial.

Embora este género de “forças” sejam necessárias para o bloco de dificuldade, não são suficientes por elas próprias para assegurar o sucesso. O bloco requer o refinamento derradeiro das técnicas de quinta classe, mas difere da escalada em rocha clássica não só nas forças essenciais, mas também nas técnicas especiais. O lunge6, considerado por muitos montanhistas tradicionais como uma mutação execrável da boa técnica, pode ser empregado com segurança pelo escalador de bloco. Uma vez que as presas de bloco são raramente puxadores, a necessidade de um “aperto” realmente poderoso é aparente. Semelhante ao lunge, mas muito mais elegante e controlado é o movimento melhor descrito como “ dynamik layback7. O nome descreve o próprio movimento: Um movimento de oscilação caracterizado pela capacidade de voltar ao ponto inicial a uma velocidade ligeiramente menor do que a queda livre. Isto é diferente de um indisciplinado lançamento, que não tem de maneira nenhuma tal qualidade redentora. Um dynamic layback executado de forma apropriada coloca a mão do escalador no “ponto morto” alto de uma oscilação. Novamente, como com o lunge, uma grande força de dedos é necessária para tirar vantagem da altura adquirida pelo balanço. Por causa do controle exercido durante o movimento, muitos mais problemas podem ser resolvidos com sucesso do que com um salto simples ou lunge. Obviamente, quanto mais momento8 um escalador poder exercer com os músculos de seu torso superior, mais controle ele pode exibir durante a oscilação. Os exercícios descritos anteriormente ajudarão a este respeito.

Embora as distinções entre a escalada em rocha clássica e o bouldering são relativamente menores e por causa da existência óbvia de uma real competitividade no bouldering, somos levados a levantar a seguinte questão: é um sistema de classificação possível? A resposta é: provavelmente sim. Um tal sistema pode ser o seguinte: B-1 que se compara à dificuldade F 10, B-2 para dificuldades acima de F 10, e B-3 que é a dificuldade máxima. Uma via de B-3 deve ser uma via que muito raramente é repetida, embora frequentemente tentada sem sucesso. A sua dificuldade deve ser contínua. Um movimento único, por mais impressionante que seja, não deve constituir o problema inteiro. Outro sistema muito mais objectivo utiliza o conceito de eliminação. Obviamente, uma série de especialistas em bloco devem ter trabalhado no problema que está para ser classificado. E-1 indica uma escalada tão difícil que só foi feita por um único indivíduo, o E-2 por dois, etc. Talvez este sistema deva ser descartado após a E-10. Envergadura e compactidade corporal podem fazer o sistema B absurdo para problemas ocasionais e escaladores de diferentes forças e habilidades irão sempre disputar as graduações. O sistema do E não seria sobrecarregado por disputas, uma vez que enfatiza as realizações de alguns escaladores e não as dificuldades inerentes da rocha.

A maioria das áreas de escalada em rocha mais populares dos Estados Unidos têm nas proximidades bouldering gardens9 e, em alguns casos, as duas actividades fundem-se em interessantes e árduos divertissements10 quer sob a forma de vias curtas feitas a abrir ou problemas de top- rope. Além disso, há muitos jardinsisolados agradáveis ​​ no Centro-Oeste e Sul, que têm visto apenas ocasionais incursões de bouldering. Com demasiada frequência, em relação à dificuldade, o escalador casual visitante irá aplicar atitudes clássicas de escalada em rocha. Tenta apenas os problemas extremos, que exigem uma técnica tradicional e um ligeiro dispêndio de tempo.

Embora tal disposição possa ser perfeitamente razoável nas montanhas ou em grandes paredes onde existem perigos objectivos adicionais, em bouldering gardens uma atitude mais atlética pode, e deve, ser adoptada de forma segura. Escalada em rocha de pequena dimensão torna-se muito mais significativa quando os padrões de bloco são aplicados. Desta forma, áreas de prática, que seriam naturalmente obscuras, tornam-se importantes para o desporto.

(1)   O Yosemite Decimal System originalmente é dividido em 6 classes técnicas de dificuldade onde a classe 5 seria escalada em rocha vertical, onde seria necessário usar corda. Cada classe seria dividida no sistema decimal e o máximo na altura seria 5.10 ou F10 (pois…os pés de gato…) ou seja à volta de 6a.

 (2)   Aqui deixei no original, mas o sentido é de “cavalheiresco”, ou seja um comportamento “nobre” como desportista, onde não interessa ganhar ou perder, mas sim o desenvolvimento pessoal, um elevado sentido ético e generosidade para com os outros ao contribuir para o seu desenvolvimento pessoal também, etc, enfim… todo um programa e caminho que definitivamente não é o main stream dos nosso dias.

 (3)   Elevação lenta e completa na barra, isto é os braços acabam esticados com as mãos, e a barra, ao nível da cintura.

 (4)   Isto será um movimento de mantle executado com uma mão unicamente.

 (5)   Para melhor compreender este movimento nas argolas nada melhor que o site do próprio JGill….

 (6)   O mais aproximado à actualidade seria movimento dinâmico, ou então lançamento, (movimento em que os pés deixam de ter contacto com a rocha) mas no contexto da época poderia ser movimento súbito ou rápido por contraste com um movimento controlado e mais estático.

 (7)   Embora a tradução literal seria movimento de dulfer dinâmico, pela descrição e pela prática, estamos na presença do “nascimento” do conceito daquilo que é hoje conhecido como “deadpoint”, técnica, de facto, amplamente utilizada no bloco.

 (8)   JGill usa leverage, mas penso que o conceito correcto em português será momento ou seja força vezes uma distância, que é um conceito obviamente aplicado à dinâmica do movimento articular.

 (9)   Termo ligado às artes performativas de palco dos séc. 17 e 18, “um ligeiro divertimento.”

(10) A tradução óbvia de Jardim de Bloco ou de bouldering, embora se perceba o significado, que seria o de Parque de Bloco, como parque Infantil, não tem significado prático na realidade portuguesa de escalada por isso optei por deixar no original.

 

Introdução e tradução: Sérgio Martins

Ilustração: Vitor Baptista

 

 

 

 

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6 Responses to A Arte do Bloco, Segundo John Gill.

  1. FCS diz:

    Interessante. Sem dúvida JG foi no seu tempo já um blocador moderno, surpreende sobretudo o focus minucioso na performance física totalmente futurístico para aquele tempo. No entanto… não encontrei no texto grande profundidade, quer no sentido interior do bloco, quer em prognósticos proféticos para a modalidade. Não me parece por isso que o título esteja certo, ” A arte do bloco”, onde está a arte? Apenas vi uma analogia com a ginástica rítmica que nem sequer me parece demasiado correcta, quando diz que o blocador está preocupado com a graciosidade dos seus movimentos… Está? Quem? O Edlinger dizia o mesmo e o Sharma também, mas este apenas porque entretanto parece bem dizê-lo. O movimento é belo em si? Sem dúvida, mas a beleza do movimento nunca foi o fim em si. Ou este texto deveria ser mais extenso ou o JG esqueceu-se de falar da arte. Mas JG era matemático, senão estou em erro, e a ponte entre a matemática e a arte é táo difícil de atravessar como ver a semelhança da beleza “do vento lá fora” e da “Vénus de Milo”…

    (a tradução está por vezes muito pouco fluida e dificulta por vezes a souplesse das frases nos seus exercícios de ginástica mental na nossa imaginação)

    abc e não deixes de descontar a este comentário alguma frieza demasiado crítica

  2. nortebouldering diz:

    Esqueceste a parte do grau, que é interessante especialmente se pensarmos porque é que o sistema criado por JG não vingou. A sobreposição da forma sobre o resultado, ou do aperfeiçoamento do movimento sobre o encadeamento se quisermos, também não vingou, e poderia estar aí a aproximação ao mundo da arte pela estética do movimento trabalhado e ensaiado até se obter uma coreografia e não um encadeamento, e isto será muito parecido com a Dança, que será uma arte, acho eu, existindo aqui até um processo criativo, enfim mas é uma velha discussão, e até pretensão, da escalada ser considerada uma arte. A meu ver não é, nem nunca foi, nem se ganha nada em que seja, tal como não é um desporto também. Agora a prática e ideias, que vão muito além deste artigo, de JG levaram a que talvez estivesse mais perto da arte talvez.

    A ponte será fácil de atravessar mais para uns mais do que para outros, AC atravessará com uma venda nos olhos e JG talvez aos tropeções, o que importa é haver gente para dar por isso.

    Acho que não me referi ao carácter profético de JG, eheh, antes pelo contrário até porque as suas ideias não vingaram, este texto será talvez mais um manifesto do que um evangelho, um manifesto de emancipação, muito, muito precoce e terá o seu interesse por isso mesmo.

    A tradução vale o que vale, não me foi fácil até porque não sou tradutor, e não achei o texto original fácil nem particularmente bem escrito, é apenas um exercício, um exercício que poderá ser melhorado, “a souplesse das frases nos seus exercícios de ginástica mental na nossa imaginação” é uma frase soberba e é um bom raio de sol na estéril e fria estepe da crítica, eheheh.
    Abraço

  3. Pedro Rodrigues diz:

    Antes de mais, começar pela habitual palmadinha nas costas, em forma de agradecimento, por teres desenterrado este texto e teres tido o trabalho de o compor para que mais se motivem a lê-lo. Outra palavra para a ilustração do Vitor Baptista, que está muito engraçada.

    É questionável, nos dias que correm e num país que apresenta níveis de conhecimento de inglês razoáveis, se uma tradução menos polida é ou não preferível à leitura de um texto original, que terá necessariamente uma fluidez e requinte maior. No entanto, apesar de claramente esta ser uma uma tradução amadora, suponho que o texto original também não seja propriamente brilhante no que respeita à facilidade de leitura e formato de redacção. Já para não dizer que pensar sobre o tema em causa e traduzi-lo em ideias é quase filosofar.

    No que respeita ao título, a meu ver, não é desadequado. Poderá induzir o leitor em erro, mas não me parece desaqueado. Qualquer arte tem técnica e método subjacentes, que podem ser escalpelizados, o que me parece ser o propósito neste caso. O texto em si não pretende realçar o carácter artístico do Bouldering, é demasiado cru para o fazer. A meu ver, o significado do termo arte no título deverá referir-se mais ao preceito de fazer como é devido, à habilidade e mestria necessárias para bem realizar a actividade. Assim, o título parece-me ajustado.

    Indo ao conteúdo propriamente dito, tendo em conta o contexto e a data em que foi redigido, este é um texto “histórico” no desenvolvimento da actividade (com o peso devido que a actividade confere ao termo “histórico”). Como tal, é interessante de ser lido. Obviamente, se fosse algo redigido a semana passada seria banal. No entanto, é de facto interessante ver que muitos dos conceitos e técnicas são transversais às gerações.

    Relativamente à questão do grau, julgo ser desadequada aos tempos modernos e parece-me a proposta de alguém despojado de egotismo (que no globalizado mundo moderno da escalada, governado pelos patrocinadores, seria hoje em dia visto como um utópico ou anormal). Eu destacaria mais neste texto a reflexão sobre a competição e o conceito de “sportsman-like competition” (que aliás foi muito bem captado para a ilustração). Quanto à graciosidade do movimento, de facto este não será um objectivo em si mesmo. Mas não é menos verdade o que é dito no texto, de que realmente sentimos que dominamos um problema (ou grau, para alguns) quando não o escalamos no limite, quando “economizamos passos” (expressão que aqui roubo ao Papa do Bloco) ou quando, como agora os nuestros germanos dizem, vamos “sobrados”.

    Em suma, um texto que apenas nos ajudará a completar a resposta à questão, “Bloco? Mas isso é o quê?”. Talvez possamos ir um pouco mais além da habitual e redutora resposta “É trepar uns blocos da altura de 2 ou 3 andares, sem corda e com uns colchões a proteger.”

  4. VBaptista diz:

    Obrigado Pedro. Uma ilustração poetica sem duvida…

  5. Obrigado por trazeres à luz este documento histórico, onde podemos sentir o quanto J. Gill estava avançado na altura. E no que toca ao “santo grau” o quanto estava avançado em relação aos dias de hoje, uma vez que não reduz a “Arte” a um número…
    Abraço

    P.s Parabéns ao Vitor pela Ilustração!

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