NBabugem – Codex 678, Crises de Identidade –

A frase que se encontra abaixo deste parágrafo é um resumo do que se passa neste texto, afim de prevenir os Aristocratas da Escalada que visitam a página do Nortebouldering para não perderem mais tempo do que aquele dedicado à leitura da respectiva frase.

“Uma Crise e uma chuva… sem identidade”.

«Melhor, mistura tudo… Ai Jesus. Concluindo, apenas ligeira confusão.»

Já que está aí a crise e a chuva, e na verdade ambas até têm alguma semelhança. Ambas têm previsões, e ambas normalmente ocorrem com mais intensidade do que era previsto. Em ambas há sempre um esperto que aparece na televisão a fazer que percebe do assunto comentando umas imagens e gráficos que ninguém consegue perceber. Ambas trazem transtornos aos escaladores, mas no final quem se lixa são sempre os mesmos, os “Gajos do Norte”, que têm que trabalhar ainda mais e se quiserem escalar têm que rumar a sul para escalar nos extraprumos calcários. Se for essa a opção, não se esqueçam de pôr nos cereais do pequeno-almoço uma pastilha de Calgon para não deixarem o calcário acumular-se na resistência da vossa máquina.

Fica aqui um texto num estilo mais prosaico, retirado de um dos capítulos iniciais do Codex 678.

A sociedade secreta Escova d’Aço sabia de muita coisa sobre a vida de Jesus, embora desconhecesse a sua verdadeira missão. Já sabiam da possibilidade de Jesus ter nascido no Estado do Vaticorno, quando Aplás de Noronha veio radiante com essa notícia.

 Aplás de Noronha reparou que o pequeno sorriso do grão-mestre da sociedade secreta revelava pouco entusiasmo pela notícia e questionou-o «então não acha que fiz um grande descoberta? Toda a gente pensa que Jesus nasceu em Belém!». O grão-mestre respondeu apenas que já suspeitavam que a sua origem estivesse no Vaticorno. Aplás ficou indignado, «como é que me ocultaram esta informação?». O Grão-mestre após a questão realizada, num tom irritado, por Aplás de Noronha, fez uma longa pausa de um minuto, continuando no seu mesmo espírito intocável a limpeza do seu bloco. O som, abafado pelo musgo, da sua escova de aço era quase inaudível. De repente esse pseudo-silêncio foi rompido pela melodiosa voz salomónica do grão-mestre. Nos minutos que se seguiram, Aplás, apenas absorveu a sua ancestral sabedoria sobre os primeiros anos de vida de Jesus.

«Há dois mil anos, aqui numa cripta do Vaticorno nascia o menino Jesus, rodeado por seus pais, uma vaca barrosã e por um garrano (e não um burro, aqui o burro poderia estar presente mas de forma personificada, por acreditar na virgindade da sua mulher). A professia era cumprida. O nascimento de um messias, no ano zero, às zero horas. Logo não tardaram em aparecer os primeiros patrocinadores, o Borealtasar, Garrapar e Bealchior…» No final o grão-mestre perguntou «como é que chegou à conclusão de que ele nasceu no Vaticorno?» Aplás de forma atrapalhada retificou «bem, na verdade…eu não sei se ele nasceu no Vaticorno, mas podia com certeza ser português, embora também hajam relatos de o messias ser californiano.» o grão-mestre não queria acreditar nessa teoria californiana «o quê? Califoniano?» Aplás estava agora mais calmo e demonstrou na forma como expôs as suas teorias «encontrei 3 provas de que Jesus  poderia ser um messias californiano. Segundo a Babugem Sagrada o messias usava cabelo comprido, andava descalço e tinha vários dons.» E como se fizesse luz na sua cabeça o grão-mestre disse «então vem daí a palavra Cristo, o nome pelo qual hoje todos o conhecem, vem de uma adaptação do seu verdadeiro nome, Jesus Chris, “chama de Deus na Terra”.» Aplás concordou «é uma possibilidade, mas também pode ser português. Tenho 3 evidências que o trazem de volta a sua origem para o nosso país. Repare: Jesus nunca tinha dinheiro; passava o tempo a fazer milagres e por último o mais importante, lixou-se nas mãos do governo.» MC

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5 Responses to NBabugem – Codex 678, Crises de Identidade –

  1. Rodas diz:

    MC- Palavra do Senhor!
    TOdos- “Amen”

  2. Épa!!! Toda a gente sabe que esse Bacano nasceu na Catedral do Medo!!!!! Alias o Burro ainda lá anda sob a forma de politico/director.
    Aquele abraço
    João Animado

  3. topas diz:

    Coimbra estuda, Braga reza,
    Lisboa FOLGA e o PORTO TRABALHA!!!!

    hehehe
    topas

  4. Pedro Rodrigues diz:

    Hmmmm… Com patrocinadores “das arábias”, como é que não havia dinheiro? Ou será que só davam material?

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